Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 18 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Gilberto Gil é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/11/2021 | 17:18


O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil foi eleito aos 79 anos para a Academia Brasileira de Letras (ABL) nesta quinta-feira, 11. Ele passará a ocupar a cadeira 20, que ficou vaga após a morte do advogado, escritor e jornalista Murilo Melo Filho, em maio de 2020. Gil concorreu com os escritores Salgado Maranhão e Ricardo Daunt.

O soteropolitano Gilberto Gil passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde o pai exercia a medicina, mas começou de fato sua carreira artística em Salvador. Lá, ele se apresentava em escolas e clubes, chegou a compor jingles e escrevendo músicas para outros grupos.

O sucesso que se seguiria ainda não era certo para o jovem, então ele dividia seu tempo entre os estudos e a música. Em 1965, formou-se em administração na UFBA e chegou a participar de um programa de trainee na multinacional Gessy Lever, atualmente conhecida como Unilever.

Na época, porém, Gil já conhecia parceiros que levaria para o resto da vida, como Caetano Veloso, Vinicius de Morais, Chico Buarque, Gal Costa, Maria Bethânia, Nana Caymmi e Elis Regina. Ainda nos anos 1960, ele abandonaria a carreira de administrador de empresas e lançaria seu Procissão, seu primeiro single oficial.

A partir daí, sua trajetória artística apenas ascenderia: Gil foi um dos criadores do movimento tropicalista, tornou-se uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira, virou símbolo de resistência contra a ditadura militar, exilou-se do Brasil, fez um retorno triunfal e ganhou prêmios como o Grammy e o Grammy Latino.

Entre álbuns de estúdio, discos gravados ao vivo e compilações, Gil soma mais de 50 CDs lançados, com grandes clássicos da MPB como Tropicalia ou Panis et Circensis, Refazenda, Expresso 2222, Refavela e Realce. Seu mais recente trabalho de inéditas é OK OK OK, de 2018.

Fora dos palcos, Gil também se notabilizou na política. Foi vereador de Salvador entre 1989 e 1992 pelo então PMDB e ministro da Cultura do governo Lula entre 2003 e 2008 pelo PV, partido ao qual é filiado até hoje. Em 1999, foi nomeado pela Unesco como Artista pela Paz. No âmbito da ONU, foi embaixador para agricultura e alimentação. Além de ter sido um dos principais defensores da livre circulação de informação na internet.

Gil foi eleito para a ABL pouco tempo depois da atriz Fernanda Montenegro e, assim como ela, não tem a escrita literária como sua principal atividade. No entanto, é coautor de alguns livros, como Gilberto Bem Perto, com Regina Zappa, Cultura pela Palavra, com Juca Ferreira, Disposições Amoráveis, com Ana de Oliveira, e O Poético e o Político e Outros Escritos, com Antonio Risério. Além disso, ele tem poemas e letras reunidas em outros livros.

Os demais candidatos para a vaga agora ocupada por Gil eram o poeta maranhense Salgado Maranhão, autor de 12 livros e compositor de músicas de nomes como Ney Matogrosso, Paulinho da Viola e Elba Ramalho; e o escritor e crítico literário Ricardo Daunt.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;