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De Menos Crime está em boa fase no novo CD


Leonardo Blaz
Do Diário do Grande ABC

16/01/2001 | 18:52


O Racionais MCs é o exemplo mais citado para ilustrar o bom momento vivido pelo rap. Mas há uma penca de grupos que consegue aliar um público considerável em shows e uma boa vendagem de discos. Um deles é o De Menos Crime, grupo do bairro paulistano de São Mateus (zona Leste), que está lançando Rap das Quebradas (RDS, R$ 21 em média).

O álbum anterior, São Mateus Pra Vida obteve a respeitável marca de 150 mil cópias vendidas. A tiragem foi obtida sem o grupo se embrenhar em estratégias de divulgação na mídia. “É difícil se apresentar em um programa de TV falando de maconha e de outras coisas polêmicas”, conta Mikimba, um dos vocalistas – os outros são Lerap e Mago Abelha. O grupo também é formado por DJ Vlad. 

Apesar do receio das emissoras de televisão em incluir o De Menos Crime em sua programação, nem por isso os integrantes do grupo deixaram de tocar em temas de difícil digestão. A legalização da maconha continua sendo o mais abordado. E de uma forma que certamente dará margem a polêmicas. “A gente não faz música maldita, mas sim revolucionária”, acredita Lerap. 

Em Cidade da Química, o grupo vê a cocaína como um dos maiores vilões a ser combatido na sociedade atual. Além das mortes decorrentes do tráfico, a estrutura violenta de distribuição desta droga também prejudica o consumo da maconha, de acordo com a perspectiva da banda. “Sem cocaína no mercado, meu rolê seria sossegado. Só risadas e baseados”, anuncia o refrão. 

Só Quem é Louco chega até mesmo a dar umas alfinetadas na polícia em relação à postura da instituição na repressão das drogas. “Policial fuma, e pode, depois de enquadrar”, diz a letra. 

Mas nem tudo são flores para o De Menos Crime. “Para viver do rap, está difícil. Tanto que estamos lançando uma grife”, diz Mikimba. “Apesar do rap estar fazendo barulho, os rappers não estão tendo lucro”, informa Mago Abelha. Os músicos, no entanto, acreditam seguir o caminho certo. “Estamos crescendo e temos liberdade para falar nossas idéias. Isso não ocorreria se estivéssemos numa gravadora multinacional, que só iria nos deturpar”, conclui Mikimba.



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