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A cidade eternizada


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

27/10/2021 | 05:52


“No lugar da cidade onde foi feito Redenção fizeram a Cidade da Criança, na qual houve uma inauguração, e eu me senti frustrado por não ter sido convidado e hoje eu estou aqui, já vendo e matando saudades da Cidade da Criança que antigamente era a novela Redenção.”

Cf. Waldemar de Moraes, diretor da novela Redenção,
durante a reinauguração da Cidade da Criança, em 2008 em discurso gravado.

Redenção foi rodada em São Bernardo pela antiga TV Excelsior, entre 1966 e 1968. Ao seu término, os cenários ao lado dos estúdios da Vera Cruz foram usados para a criação da Cidade da Criança.

Esta é uma das várias passagens narrada por Manoel Filho, autor do livro Cidade da Criança, uma História de Muitas Infâncias (Ed. do Autor), lançado na última semana. Um livro ao mesmo tempo maravilhoso e corajoso. O autor cita os bons (muitos) e maus (vários) momentos de um parque mais que temático e conhecido em todo o País.

Nomes dos prefeitos de São Bernardo, de todos os partidos, aparecem, inclusive quando trabalharam erradamente na manutenção da Cidade da Criança. Com muito carinho, Manoel fala dos prefeitos mirins, os primeiros nomeados no tempo da Arena – o partido de sustentação do regime militar – outros eleitos pelo voto escolar, dentro do cenário de redemocratização do país.

Lembrando: quando a Cidade da Criança completou 50 anos, em 2018, Manoel Filho lançou o livro O Menino que Queria ser Prefeito, pela Editora do Brasil, em linda festa realizada no Teatro Amazonas – um dos bens da CC.
O autor fala com muito carinho dos brinquedos: o Submarino, a Casa Maluca, o Avião DC-3 (que precisa, urgentemente, de reparos e manutenção), o Teleférico, o Teatro Amazonas, entre tantos outros, muitos de outras épocas e hoje desativados.
Emocionante ver numa das páginas a fotografia de Rubens Freire, o primeiro profissional a tratar de turismo em São Bernardo e Grande ABC.

Entre os entrevistados, Manoel ouviu João Alberto Tessarini, criador do logotipo famoso da Cidade da Criança. Tessarini, que trabalhou com Rubens Freire, Zidia Zamboni e outros pioneiros como ele, explica o seu processo de criação.

Entre as fotos, uma sequência assinada pelo repórter-fotográfico João Colovatti, do Diário, feita em 23 de julho de 1975 e que virou primeira página na época: um menino saltando do alto de uma das cadeirinhas do teleférico e sendo salvo por dois homens junto ao solo.

Cada foto, uma identificação. Destaque para o acervo do Centro de Memória de São Bernardo. Design assinado por Fábio Sgroi. Preparação de texto e revisão: Bel Ferrazoli. Produção: Cantos e Atos.

Um livro feito com carinho, caprichado, e com gentil dedicatória a esta página Memória. “Este é um livro de memórias. As minhas”, conta Manoel Filho na introdução.

Um modelo para que você, prezado leitor, também conte as suas memórias. Procure pelo livro.
É lindo. 



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