Fechar
Publicidade

Domingo, 5 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Alexandre nega transferência a Roberto Jefferson, mas autoriza médico particular



26/10/2021 | 20:18


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido da defesa do ex-deputado Roberto Jefferson para transferir o político aliado do presidente Jair Bolsonaro alvo do inquérito das milícias digitais para o Hospital Samaritano Barra, onde ficou internado até o início do mês. Por outro lado, o ministro autorizou que médicos particulares indicados pela defesa do ex-parlamentar visitem Jefferson em Bangu 8, 'com a fiel observância às regras de ingresso no estabelecimento prisional'.

No despacho dado nesta terça-feira, 26, Alexandre apontou que observa-se 'plena capacidade' do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado a Jefferson, não havendo qualquer comprovação de que seu estado de saúde exija nova saída do presídio. Os advogados requeriam a remoção de Jefferson 'em virtude do agravamento do quadro clínico de colangite'.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio informou ao Supremo que o ex-deputado pediu atendimento médico em razão de dores que estaria sentindo, foi prontamente atendido no Hospital Dr. Hamilton Agostinho Viera de Castro - onde foi internado, submetido à avaliação médica e medicado.

Segundo o despacho de Alexandre, laudo juntado aos autos apontou 'absoluta normalidade' da situação médica de Jefferson, registrando a necessidade de ele ser submetido a uma ultrassonografia para excluir 'causa de pielnofrite recorrente', exame que estava agendado para esta terça-feira, 26.

Nessa linha, o magistrado ponderou: "Como se vê, não há qualquer elemento que indique a necessidade de transferência da unidade prisional para hospital particular, havendo consignação expressa de que os procedimentos médicos necessários foram adotados adequadamente ("Consoante o relato da equipe médica responsável, todos os procedimentos necessários foram adotados adequadamente"), razão pela qual o requerimento de remoção para o Hospital Samaritano da Barra da Tijuca deve ser indeferido".

Jefferson voltou à Bangu após decisão dada por Alexandre no último dia 13. O político havia terminado tratamento médico e recebido o aval para deixar o hospital no último dia 5, mas permanecia no local.

Ao determinar o retorno de Jefferson ao cárcere, o ministro do Supremo apontou que o 'quadro fático' descrito na decisão que manteve a preventiva de Roberto Jefferson permanecia o mesmo, 'não havendo razões, neste momento processual, a indicar a possibilidade de revogação da prisão preventiva, ainda que mediante imposição de medidas cautelares diversas'.

Enquanto estava no hospital, o ex-deputado deveria cumprir uma série de medidas cautelares, sob pena de retorno à prisão, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acesso às redes sociais.

No entanto, Jefferson conseguiu gravar um vídeo em que afirma 'orar em desfavor do Xandão', em referência a Alexandre de Moraes. Na gravação, o político diz que 'Xandão não tem misericórdia de ninguém', enquanto lê trechos da Bíblia. Além disso, finaliza o vídeo dizendo que 'a tirania se esmaga bem'. A gravação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

Na segunda-feira passada, 18, ministro do Supremo Tribunal Federal deu 24 horas para que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e o diretor do Hospital Samaritano Barra informassem à Corte as circunstâncias da gravação e divulgação do vídeo.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;