Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 26 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

GM é a 4ª montadora a anunciar lay-off por falta de semicondutor



26/10/2021 | 08:14


A General Motors vai colocar até 1,2 mil trabalhadores em lay-off (suspensão de contratos) na fábrica de São José dos Campos (SP), e reduzir a equipe que produz a picape S10 de dois para um turno.

O motivo é a falta de semicondutores, problema que continua afetando a indústria automobilística do mundo todo desde o fim do ano passado e que tende a se manter pelo menos até metade de 2022.

A dispensa dos funcionários deve durar de dois a cinco meses, diz o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A GM informa estar discutindo com o sindicato alternativas para mitigar o impacto e proteger os empregos.

Só na produção da S10 há 2,2 mil trabalhadores. Ao todo, a fábrica, que também produz o SUV Trailblazer e motores, emprega 3,8 mil funcionários.

A GM é a quarta montadora, nas últimas semanas, a adotar o lay-off por causa da falta de chips. Antes, a fábrica de Gravataí (RS) ficou fechada por quase cinco meses, e a de São Caetano (SP) por dois meses.

A Volkswagen vai dispensar temporariamente 1,5 mil trabalhadores da unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), a partir de 1.º de novembro, também por dois a cinco meses. Nesse período, a fábrica terá apenas um turno. A empresa já tem outros 450 trabalhadores afastados por esse sistema desde o início da pandemia.

A Fiat adotou a suspensão de contratos para 1,8 mil operários de Betim (MG) por 90 dias, a partir deste mês. Já a Renault colocou em lay-off 300 funcionários da fábrica de São José dos Pinhais (PR). A medida vale por cinco meses e teve início no fim de setembro.

A Renault abriu ainda um programa de demissão voluntária (PDV) para 250 pessoas, mesma opção da Honda em Sumaré e Itirapina (SP), mas não divulgou meta de adesão.

CRISE

Em nota divulgada na tarde desta segunda, 25, a GM afirma que a cadeia de suprimentos da indústria automotiva tem sido impactada globalmente pelas paradas de produção durante a pandemia e pela recuperação do mercado mais rápida do que o esperado.

"Isso vai afetar de forma temporária nosso cronograma de produção na fábrica de São José dos Campos e teremos de reduzir a produção para um turno", informa a empresa. Hoje, a empresa apresenta uma nova versão da S10, off-road.

O sindicato realiza assembleia com os trabalhadores na manhã de hoje para discutir o tema. Amanhã haverá novo encontro com a empresa, que trará as condições do lay-off.

"Para o sindicato, qualquer medida tem de estar cercada de proteção ao emprego e aos direitos dos trabalhadores. Vamos discutir isso na assembleia", diz o vice-presidente da entidade, Valmir Mariano.

Consultorias preveem que entre 7 milhões a 9 milhões de veículos deixarão de ser produzidos globalmente em razão da crise dos chips. No Brasil, a perda deve ser de 280 mil unidades, segundo a Anfavea, a associação das fabricantes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;