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O fim de uma era para o turismo segmentado


Rodermil Pizzo

25/10/2021 | 17:27



Há algumas semanas a famosa boate The Week, conhecida como TW, encerrou depois de 17 anos, suas atividades em São Paulo, mantendo a promessa de seguir com a filial Rio de Janeiro, não cumpriu e também finalizou a filial carioca.
A balada famosa por suas festas de predominância masculina, sem camisa, parecia às vezes uma academia, em outros momentos uma sauna e sempre uma drogslandia.
Com musica eletrônica potente e vistas grossas, ou melhor, (não vistas) para o consumo de balas e carreiras de todas as cores e sabores, atraia paulistanos e também o turismo do entorno (como interior e litoral) e em período de feriados prolongados, visitantes de outros estados.


Como participante de vários catálogos e sites pelo mundo, como sendo uma balada livre, de publico especifico (que não obrigatoriamente significa seleto) atraia também centenas de turistas estrangeiros que visitavam São Paulo e Rio.
Anunciado o encerramento como vitima da especulação imobiliária na região da Barra Funda, as atividades chegam ao fim. Porem, sabido era que a pandemia causaria problemas graves para a retomada em ambientes como o da TW.
Este fato foi narrado para ilustrar que mudanças de comportamento ocorreram com o período isolado da população. Em 18 meses de isolamento social, muitos optaram por mudar costumes e vícios e se adaptaram a nova rotina.
Os shoppings igualmente também passaram por alternância de fluxo e quantidade de clientes.


Quando isolamos o ser humano, ele pode desenvolver outros costumes e isso mudará seus hábitos e rotinas futuras.


O turismo de parques abertos, o turismo de bares com mesas externas e viagens próximas como praias e campo, ao raio limite de 100 a 150 km de seu ponto de origem estão super em alta aos grupos igualitários.


Seguramente as empresas de baladas, buscarão alternativas de festas temáticas, festas em sítios ou até mesmo em espaços abertos como exemplo Memorial da América Latina ou sambódromo, porem, com intervalo de tempo maior entre uma atividade e outra. Turistas e residentes reaprenderam e se adaptaram a novas frequências e novos locais e irão seguramente manter parte da nova rotina.


Devemos considerar ainda, que a fatia de gasto por pessoa para diversão esta comprometida, diante disso, investir o equivalente a R$ 350 reais por noite no mínimo esta fora de questão neste momento.
Readaptação e redução de custos é o desafio da indústria de diversão (noturna ou diurna) para que se mantenham ativos, ou usarão a expressão do Teletube (lilás).. TÁ NA HORA DE DAR TCHAU .....  

Rodermil Pizzo tem 36 anos de atividades no turismo. É jornalista, empresário, professor universitário e mestre em hospitalidade. Esta coluna é atualizada todas as terças-feiras. E-mail: rodermil@dgabc.com.br.



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