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Cirurgia bariátrica é coisa séria!


Antônio Carlos do Nascimento

25/10/2021 | 00:01


Se por um lado pouco foi investido para prevenir preocupantes enfermidades, de outro, fomos capazes de transformar procedimentos agressivos e temidos, em outros, menos traumatizantes e mais eficazes, um dos exemplos é a cirurgia bariátrica. 

À medida que a medicina se desvencilha de dogmas, interesses mal-intencionados e crendices populares, compreendemos que a obesidade está longe de ser uma opção pessoal e fica claro que escapar de suas causas não é simples e deixá-la, uma vez que estejamos obesos, é bastante complicado.

Obesos que ultrapassam o IMC 40 kg/m2 , são considerados portadores de obesidade grave e habitualmente a grande maioria, apesar de inúmeras tentativas, mantém-se nestes níveis de peso, possuindo indicação relativa para realização de cirurgia bariátrica.

Há algumas décadas são desenvolvidas técnicas cirúrgicas com a pretensão de promover perda ponderal e embora a segurança atual não tenha sido alcançada sem alguns tropeços, em boas mãos, muda para melhor a vida da grande maioria submetida ao procedimento.

Mas, tem preocupado demais sua recomendação puramente matemática, pois, o fato de o paciente ter alcançado nível de obesidade desta magnitude e não encontrar alternativa clínica para o emagrecimento, torna possível, mas não inconteste esta indicação. 

Temos observado pacientes com distúrbios psiquiátricos extremamente severos, sob a regência de enorme quantidade de psicotrópicos, sendo encaminhados para equipes de cirurgia bariátrica com solicitação da conduta cirúrgica. 

A questão limitante é que pacientes de tamanha instabilidade comportamental e sob a modulação de fabulosas dosagens de medicamentos de ação central, uma vez submetido à cirurgia, terão flutuações inadmissíveis dos níveis terapêuticos destes fármacos por prolongado tempo, gerando riscos bem além daqueles, ainda que gigantes, da própria obesidade.

Ainda nesta seara, é também comum a mesma orientação para indivíduos que conseguiram escapar da dependência alcóolica e/ou de drogas ilícitas, porém, a mudança radical e obrigatória do perfil alimentar após a cirurgia, promove reconhecido risco estatístico de retorno para as perigosas substâncias.

Em outro cenário, vê-se sendo encaminhados pacientes com várias comorbidades estabelecidas, tais quais hipertensão arterial, diabetes tipo 2, sérios comprometimentos articulares, porém, já com lesões de órgãos alvo, tais como insuficiência cardíaca resultante de extensos infartos do miocárdio ou de hipertensão arterial mal conduzida, importantes sequelas de acidente vascular cerebral, entre outras complicações.

Infelizmente, em medicina, algumas situações permitem apenas condutas conservadoras, as quais diminuem os danos, mas não os resolvem! 



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