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Sergio Paz. O engenheiro-artista descobre o ABC. Pedalando, ensinando, transmitindo energia.

Hoje é o aniversário de Sérgio Miranda Paz, integrante do Memofut, o que põe fogo nas reuniões presenciais ou virtuais do Grupo Literatura e Memória do Futebol. Ele também é generoso. De bicicleta, cobriu a Copa da Rússia e enviou notícias aqui para a Memória. Vocês se lembram dele?


Ademir Medici
Do Diário Grande ABC

24/10/2021 | 00:48


Depoimento: Sérgio Miranda Paz


Em 2006, sob a orientação do professor e doutor Américo Pellegrini Filho, uma das maiores autoridades brasileiras em cultura popular, apresentei uma tese de doutorado na ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP sobre a importância do futebol em diversos aspectos da cultura brasileira, procurando mostrar seu potencial como motivação para o turismo e o lazer. Desde então, continuo fazendo leituras e pesquisas sobre assuntos relacionados com esse tema.

Nas ‘horas vagas’, trabalho como engenheiro e professor universitário de engenharia.
 
Timão e Juve

Sou corintiano, juventino e apaixonado pelo bairro paulistano do Itaim Bibi, onde moro há mais de 50 anos, mas... “a Mooca é a Mooca, belo!”

Também sou pelezista e, acima de tudo, torcedor da Seleção Brasileira.

Frequento as arquibancadas dos estádios de futebol desde a segunda metade dos anos 60.

Estive presente, entre outras, nas finais do tetra (Pasadena) e do penta (Yokohama), do primeiro ouro olímpico (Maracanã), do Paulistão de 77 (Morumbi), da Libertadores (Pacaembu) e dos dois mundiais (Maracanã e Yokohama) do Timão.
 
Túnel do tempo

Gostaria de ter estado presente no Estádio Azteca, no dia 21 de junho de 1970, para, como tantos naquele dia, invadir o campo ao final do jogo e comemorar a vitória junto com aquele que considero o maior time de todos os tempos.
 
Grande ABC

Sei bem que o Grande ABC, pelas suas indústrias e sua pujança, é uma região muito ligada ao trabalho (não por acaso, foi o berço do Partido dos Trabalhadores). Mas, curiosamente, para mim o ABC sempre esteve ligado a atividades de esporte e lazer.

Bem pequeno, ainda nos anos 60, viajava com meu avô, em seu velho Opel, desde o bairro de Pinheiros, em São Paulo, até uma “chacrinha” que ele tinha em São Bernardo, onde ele cultivava uma pequena horta. Hoje, no mesmo terreno, na Rua Olinda, no bairro de Nova Petrópolis, há um enorme edifício residencial.

Também frequentava com minha família o Acampamento dos Engenheiros, às margens da Represa Billings, no bairro de Eldorado, em Diadema.

No fim dos anos 70, a convite de um amigo, aluno do Instituto Mauá de Tecnologia, ia jogar tênis aos sábados na quadra pública do Estádio Lauro Gomes, em São Caetano.

Em 1981, celebrando a conclusão de nosso curso de engenharia na Escola Politécnica da USP, com mais cinco colegas, saímos da casa de um deles, em Santo André, para uma caminhada de 50 quilômetros, até a praia do Embaré, em Santos, tendo desfrutado das maravilhosas vistas do histórico Caminho do Mar.

Com outro colega politécnico, de São Caetano, tenho feito deliciosos passeios ciclísticos pela região, o primeiro dos quais até Paranapiacaba.
 
Memofut

Conheci o Memofut em 2010. O Memofut é, para mim, uma grande ‘higiene mental’. Eu me divirto muito nas reuniões, às quais vou de bicicleta verde-amarela.
 O conhecimento futebolístico do pessoal é admirável. Grandes mestres. Verdadeiros ‘catedráticos da bola’. Tenho aprendido muito com eles. Mas admiro ainda mais o espírito esportivo, o fair play e o bom humor de todos os membros do grupo. Apesar da enorme paixão que todos nutrem por seus times, o respeito aos rivais é ainda maior.
 
Ídolos

O grande ídolo da minha vida, em quem procuro me espelhar, é o meu pai, a pessoa mais correta e bem-humorada que conheci.

No futebol, Pelé.

No Memofut, tenho um carinho especial por alguém que representa muito bem o espírito do grupo: o seu criador, Domingos Antonio D’Angelo Junior, a quem, por sua participação na vida política do São Paulo FC, seu clube do coração, chamo carinhosamente de ‘Nobre Card’eal’ (faço questão do apóstrofo!).

Admiro a abnegação e o ecletismo do professor Aristides Almeida Rocha, uma pessoa que é ‘plural até no nome’.

E sinto uma grande satisfação em encontrar sempre lá o grande ‘Embaixador do ABC’, o querido ‘afilhado’ Luiz Domingos Romano, que conheci num evento no Sesc de São Caetano e que, por meu convite, passou a frequentar as reuniões do grupo.
 
Emoções

Os nascimentos dos meus quatro amados sobrinhos: Guilherme, Nathália, Michaela e Marina.

No futebol, as conquistas brasileiras das Copas de 70 (que vi pela TV, ao lado de meu saudoso avô Januário), de 94 e de 2002 (que vi presencialmente).
 
Hoje

Gradativamente, venho reduzindo minhas atividades de engenheiro e de professor universitário. Pretendo, agora, intensificar minhas pesquisas em áreas da Cultura.

Há 12 anos ministro cursos na Universidade Aberta à Terceira Idade da USP (voluntariamente), na PUC e em outras instituições. Abordo temas ligados à cultura do futebol. Focalizo bairros paulistanos, artistas, musicais, TV, cinema.

Há quase três anos, com muito prazer, venho ministrando alguns desses temas na Eati ( Escola Aberta à Terceira Idade) – em Santo André, gerida com muita competência pelas professoras Alda e Lilian Andreuccetti. O pessoal é muito animado. Tem um ótimo astral.

Ultimamente, nossos encontros têm sido virtuais. Espero que logo eu possa voltar a pegar a linha 10 da CPTM para encontrá-los pessoalmente!
   
Bate bola
   
Nascimento: São Paulo, em 24 de outubro de 1959.    Filiação – o pai, Carlos, engenheiro civil; a mãe, Alzira, esportista.

Formação escolar: Graduado em engenharia eletrônica, ciência da computação, educação física e turismo; doutor em engenharia de sistemas digitais e em comunicação social, sempre pela Universidade de São Paulo.

Feito: Como estagiário, no fim dos anos 70, elaborou programas para o ‘Patinho Feio’, primeiro computador projetado e construído no Brasil, pela equipe de pesquisadores do Laboratório de Sistemas Digitais da Escola Politécnica da USP.

Diário há meio século

Domingo, 24 de outubro de 1971 – ano 13, edição 1673

Futebol – Santo André FC apresenta seus novos emblema e uniforme.
São Caetano quer um time profissional.

Em 24 de outubro de...

1901 – Santos Dumont vivia momentos de glória em Paris: o contorno aéreo da Torre Eiffel valeu a ele um prêmio de 100 mil francos.
1921 – De vida efêmera, o Verão FC, de Santo André, jogava em 23 de outubro com o Guarani, de Santos, no campo do Corintinha.
1936 – Criado o Grupo Escolar de Vila Barcelona, em São Caetano, hoje Escola Estadual Dom Benedito Paulo Alves de Souza.
1991 – Manchete do Diário: Depredação e pancadaria na Brastemp, em São Bernardo. Grevistas invadem a empresa, que mantinha as 1.095 demissões efetuadas. PMs entram em ação.

Hoje

Dia Mundial do Desenvolvimento
Dia das Nações Unidas

Santos do dia

Antônio Maria Claret (Barcelona, Espanha, 1807 – França, 1870). Atuou nas Ilhas Canárias. Um dos fundadores da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria ou Padres Claretianos.
Luís Guanella

Municípios brasileiros

Aniversariam hoje no Estado de São Paulo: Bragança Paulista (fundada em 24 de outubro de 1856), Itapira e Timburi.

Hoje é o aniversário de duas capitais: Goiânia, Capital de Goiás; e Manaus, Capital do Amazonas.

E mais: no Paraná, Antônio Olinto; na Paraíba, Patos.



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