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Bandeiras brasileiras. Aquele jogo em São Bernardo...


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

23/10/2021 | 05:49


Hoje é o aniversário de dois integrantes do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol). Claudio Antonio Fornazza relembra um jogo do seu Paulista, de Jundiaí, frente à Sociedade Esportiva Irmãos Romano, de São Bernardo. João Renato Leandro Amorim pesquisa a história das bandeiras municipais brasileiras, incluindo-se as sete do Grande ABC. Claudio e Renato, nascidos no dia do aniversário do Rei do Futebol.

Claudio – Gosto de ler e assistir a filmes e documentários sobre futebol, mas nunca fiz pesquisas ou trabalhos.
Renato – Minha paixão pelo futebol vem desde cedo. Meu pai colecionava exemplares da Placar. Toda vez que folheava aquelas revistas, ficava encantado com os escudos de tantos clubes e aquilo despertou o gosto por futebol e o interesse em pesquisar sobre o tema. Meu TCC foi um livro sobre a história do futebol em Mogi das Cruzes

TIMES DO CORAÇÃO

Claudio – Corinthians e Paulista de Jundiaí. No tempo que morava em Salvador, eu tinha simpatia pelo Vitória e fui muitas vezes assistir seus jogos na antiga Fonte Nova.
Renato – Palmeirense, e sou por parte de mãe. Confesso ter um pouco de torcida pelo Flamengo, clube do pai.

LINHA DO TEMPO
Claudio – Se pudesse voltar no tempo para analisar com mais profundidade, seria o que aconteceu com o Brasil naquela final da Copa de 1998. Eu estava todo empolgado com bandeira, camisa, etc., na casa do meu cunhado em São Paulo. Na volta para Jundiaí depois do jogo, joguei a bandeira e a camisa no acostamento da Anhanguera. Até hoje aquela história não foi explicada.
Renato – Voltaria para as primeiras décadas do século XX. Até os anos 1950, mais ou menos. Isso porque muita coisa desses tempos se perdeu, inclusive em Mogi das Cruzes.

GRANDE ABC
Claudio – Sempre me lembro da segunda vez que fui assistir a uma partida do Paulista pela Segunda Divisão, no início do campeonato de 1965. Era Paulista versus Irmãos Romano, de São Bernardo e que mandava jogos em Santo André. O resultado foi 0 a 0, e teve confusão com o juiz no final da partida. Quando o Paulista disputou a final do campeonato paulista com o São Caetano, eu não tinha muita esperança, pois o Azulão era nitidamente melhor.
Renato – Meu pai, flamenguista, me levou a diversos jogos do time. Um deles em São Caetano, no Anacleto Campanella. O Azulão estava no auge e naquele dia, 25 de novembro de 2001, o rubro-negro perdeu por 2x0 (gols de Anaílson e Müller). Estava atrás do gol da entrada.

MEMOFUT
Claudio – É um excelente local para se conversar, divertir. Ali temos grandes conhecedores da história do futebol. Meu irmão, José Roberto Fornazza, sempre falava do Memofut. Numa reunião, em 2013, em Jundiaí, eu fui e gostei. Virei membro. Ótimas amizades e ótimos papos.
Renato -–A importância do Memofut para a preservação da história do futebol brasileiro é gigantesca. Em um país que despreza o antigo sem o menor pudor, iniciativas como essa são prova de que sempre existirão pessoas empenhadas em preservar aquilo que ainda resta. Um orgulho participar.

ÍDOLOS
Claudio – Sempre gostei muito do Rivelino e Sócrates no Corinthians. Pelé, é claro, foi o maior de todos, mas ele adorava sacanear o Corinthians.
Renato – Pelé, Zico e Ronaldo. Alguns professores. Meus pais. Ayrton Senna. No Memofut, Ademir Takara, que me convidou a conhecer o grupo e algumas pessoas que eu já admirava, entre as quais o Celso Unzelte.

EMOÇÕES

Claudio – Acompanhar a Copa de 1970 pela televisão. O Corinthians quebrando o tabu em 1977. O Paulista ganhar do River Plate aqui em Jundiaí, pela Libertadores de 2006. O Corinthians ganhar a Libertadores, e assim ninguém mais encher o saco dizendo que o Corinthians não tinha libertadores.
Renato – Ver a conquista do pentacampeonato brasileiro, em 2002. Ver o Brasil vencer uma Copa é algo surreal.

HOJE
Claudio – Meu hobby favorito sempre foi escutar música (preferencialmente rock) dos anos 60 a 80. Tenho minha coleção de CDs e MP3, além de uma pequena biblioteca, gosto de conhecer a história das bandas e cantores. Plano de médio e longo prazo: curtir a vida de aposentado.
Renato – Escrevo para o Jornal de Arujá. Busco evoluir na profissão de jornalista e publicar livros, sobretudo voltados para a história da minha cidade e do futebol. Pesquiso sobre bandeiras. Em 11 anos, reuni imagens de 5.569 bandeiras municipais do Brasil. Pretendo publicar um livro. Gosto muito de colecionar, de cartões telefônicos a jornais. Tenho a edição especial dos 60 anos do Diário do Grande ABC, celebrados em 2018.

TABELINHA


Claudio – O nascimento em Jundiaí, em 23 de outubro de 1953, filho de Sergio Fornazza e Hilda Volpi Fornazza, pai de Eduardo e Mariana, avô de Eduardo, Isabelle e Benício.
Renato – Nasceu em Guarulhos, em 23 de outubro de 1993, filho de Ismeralda Cristina Leandro Bezerra Amorim e José Rivaldo de Siqueira Amorim, solteiro.
Claudio – Engenheiro civil pela Escola de Engenharia da USP, ‘campus’ de São Carlos. Entrou na Petrobras em 1979 e se tornou engenheiro de petróleo (produção). Trabalhou 15 anos na região de produção da Bahia e depois se transferiu para a Refinaria de Paulínia, voltando a morar em Jundiaí, depois de 15 anos morando em Salvador.
Renato – Jornalista, turma de 2017 da Universidade de Mogi das Cruzes. 



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