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Projeto sugere tirar nome de Castelo Branco de viaduto em Sto.André

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Proposta de Alvarez visa tirar homenagem a presidente da ditadura e rebatizar com escritor da cidade


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/10/2021 | 20:18


O vereador Ricardo Alvarez (Psol), de Santo André, protocolou projeto de lei para mudar o nome do Viaduto Castelo Branco, que liga a Avenida Prestes Maia ao bairro Santa Terezinha e à Avenida dos Estados, para Antonio Possidonio Sampaio, escritor nascido na Bahia e radicado em Santo André. Para o parlamentar, a ideia é tirar a homenagem a um personagem que “tocou o terror” no País durante a ditadura militar para celebrar a obra de uma figura que combateu o regime ditatorial.

Uma das principais vias da cidade, o viaduto passou a ser denominado Castelo Branco por lei de setembro de 1967, assinada pelo então prefeito Fioravante Zampol. Na justificativa da honraria, as autoridades da época consideraram que Humberto de Alencar Castelo Branco teve “desempenho relevante em momento decisivo da nossa História” e possuía “a personalidade e o caráter intocáveis de sua existência militar e homem público”, além do fato de ser “dever de cultuar a memória de vultos que se dedicaram às causas de real interesse para a Nação”. A denominação foi autorizada dois meses depois da morte de Castelo Branco, que aconteceu em julho de 1967.

Castelo Branco foi o primeiro presidente da ditadura militar (1964-1985) e comandou o País entre 1964 e 1967, quando foi sucedido por Artur da Costa e Silva. Além de batizar o viaduto, Castelo Branco também foi agraciado com título de cidadão andreense.

“Ele foi um dos presidentes, não o único, que tocaram o terror neste País. Foi um dos presidentes que impediram que as pessoas escolhessem quem seriam seus representantes porque a democracia foi aniquilada pela ditadura”, considerou Alvarez. “Hoje temos presidente da República (Jair Bolsonaro) que resgata a época da ditadura como aquilo fosse período e glórias, idílico no funcionamento do Brasil. Algo que é grande bobagem. O Brasil estava em uma miséria total, mas a grande imprensa não tinha liberdade para dizer o que acontecia como tem hoje.”

O vereador disse que a ideia de homenagear Possidonio surgiu em conversa com Dalila Teles Veras, escritora portuguesa também radicada em Santo André e que está à frente da famosa Livraria e Espaço Cultural Alpharrabio. Além de escritor, com 14 livros publicados, Possidonio foi advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC justamente no período dos anos de chumbo. Ele morreu em 2016, aos 84 anos.

“Vamos tirar um nome daquele que praticou o terror no Brasil e colocar nome de um andreense que produziu cultura no País. Possidonio estava ao lado dos trabalhadores enquanto a ditadura matava os trabalhadores”, discorreu Alvarez.

O projeto foi protocolado nesta semana na Câmara e tramita nas comissões. Não há prazo para ir para votação. 



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