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Aumento da cerveja assusta donos de bares e restaurantes

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A bebida, que teve reajuste de preço no início de outubro, subiu 7,62% nos últimos 12 meses


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

21/10/2021 | 00:04


O aumento no preço da cerveja atormenta os donos de bares e restaurantes do Grande ABC. No início de outubro a bebida subiu entre 5% e 6%. Nos últimos 12 meses, em média, teve alta de 7,62%. 

“O setor está super pressionado pelos custos, seja na conta de luz, no aluguel, nos alimentos, no combustível, e não suporta mais tanto aumento, justamente no momento em que os bares e restaurantes tentam se recuperar do prejuízo financeiro. Clamamos, mais uma vez, precisamos de apoio e não de medidas que representam retrocesso e que nos afundem ainda mais em dívidas”, afirma Beto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC). 

Ele destaca que o segmento foi duramente atingido pelas medidas sanitárias implantadas para impedir o avanço da Covid-19. E que, após longo período de restrições, em que vários estabelecimentos não suportaram a pressão e fecharam, os seguidos reajustes nos preços dos combustíveis, luz e carne e da bebida estão impactando o faturamento.

A grande dificuldade dos empresários é arcar com os custos sem repassar ao consumidor. O jeito é tentar buscar saídas e se reinventar. Dono de quatro estabelecimentos, sendo duas churrascarias D’Brescia, o bar Boteco do Porco e o restaurante Faxa Grill, Edival Spricigo, o Faxa, encontra na negociação a fórmula para se manter no mercado.

Para contornar a situação, Faxa – que tem a carne como principal matéria-prima dos seus negócios – chamou para a discussão os grandes frigoríficos como Marfrig e JBS, além da Ambev, considerada a gigante do setor de bebidas. “Antes da pandemia, eu pagava R$ 49 o quilo da picanha e neste mês (outubro) consegui negociar a R$ 74 o quilo para uma compra de uma tonelada e meia do produto”, comentou. Segundo ele, a tentativa é manter o preço para não afugentar o consumidor. “Mas é uma conta difícil porque tudo aumentou, o preço da matéria-prima teve uma alta média de 16%, fora a água, luz e gás”, acrescentou.

Para quem tem na bebida um item importante do faturamento, o desafio é dobrado. Dono do Supra Bar, em São Bernardo e do Rabo de Saia, em São Caetano, Milton Munhoz, diz que foi obrigado a refazer seu cardápio em função do aumento da cerveja. “Tudo aumentou, mas procuramos oferecer um preço justo. Temos que ser competitivos, mas também manter as casas, pagar funcionários, 13º salário, aluguel, entre outras despesas”, pondera o empresário.



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