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Para Eduardo Leite, reeleição é o principal entrave para avanço de reformas



19/10/2021 | 14:29


Em uma rodada de autocrítica, os pré-candidatos à Presidência da República do PSDB avaliaram caminhos para a sigla voltar a ter forte relevância nacional no Executivo. Para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, caso ele ocupe a cadeira do Executivo, um tema que estará em discussão é a reeleição. De acordo com o gaúcho, o modelo é o principal responsável pela polarização registrada no País, e pelo entrave no avanço das reformas. O tucano Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro a se beneficiar da emenda que garantiu a reeleição, aprovada em 1997.

"O nosso modelo político, o que a gente assiste é um ambiente de pouca colaboração de o candidato que está no cargo é um virtual candidato à reeleição", disse em debate promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico. "Quando a gente viabilizar a terceira via, melhor via, alternativa, chame como quiser, não sendo Lula e Bolsonaro, no dia 1º, ele é o primeiro obstáculo a ser superado por lulistas e bolsonaristas que desejarão voltar ao poder, porque ele é um virtual candidato à reeleição!", afirmou.

Na defesa de que a procura por um segundo mandato pode gerar um entrave e disputas, Leite usou como exemplo sua recusa em disputar a reeleição para o governo do Rio Grande do Sul. "Não ser candidato a reeleição no Rio Grande no Sul, não tenho dúvida, criou um ambiente de maior colaboração com a Assembleia Legislativa porque eu deixei claro: 'não se preocupem comigo como candidato, adversário, porque eu não serei candidato, vamos focar em resolver os problemas do Estado'", afirmou.

Na rodada com foco em autocrítica do partido, o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio afirmou que a sigla deve se PSDB precisa se "livrar dos estigmas", a exemplo do envolvimento com emendas de relator. Segundo ele, se para isso o PSDB precisa ficar com 12 deputados, "que fique". "Musculatura é uma coisa, inchaço é outra", declarou.

Para o governador de São Paulo, João Doria, o futuro presidente tucano deve chegar ao Executivo nacional com uma política liberal, redução do tamanho do Estado, apoio à livre iniciativa e com foco na geopolítica internacional para atrair capital estrangeiro. "Com políticas públicas claras e não vinculadas à ideologia e ao Congresso", pontuou.



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