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Reforma de terminal em Mauá esbarra em praça que é tombada

Divulgação/Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura quer revitalizar área da estação e constriur centro comercial com 260 lojas


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

19/10/2021 | 00:01


Projeto elaborado pela Prefeitura de Mauá e que prevê reforma do terminal rodoviário, além de um centro comercial, pode se tornar um problema para a administração, já que grande parte das intervenções avançam sobre a Praça 22 de Novembro, tombada pelo CondephaatMA (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico de Mauá), ainda em 2003.

Conforme projeto que o Diário teve acesso, a ideia do Executivo é construir, no local onde é a praça, nova área destinada à rodoviária, mas também prevê a criação de uma espécie de centro comercial que abrigaria 260 lojas divididas em dois pisos, o inferior e o superior. O empreendimento deverá ser tocado pela empresa Demac Empreendimentos Imobiliários e Participações, que é sediada em Jundiaí. As obras se dariam por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). O novo terminal realizaria integração com a Estação Mauá da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). 

A reforma do terminal, assim como a construção de um novo trecho do ramal na praça, além do centro comercial voltou à tona depois que o vereador Irmão Ozelito (PSC) discutir o projeto do Executivo no Legislativo. A propositura foi encaminhada pelo ex-prefeito Atila Jacomussi (ex-PSB, atual SD) ainda em 2019, em seu último ano de mandato, e recebeu aval do Legislativo. 

O Diário apurou, entretanto, que a Prefeitura de Mauá, gerida agora pelo prefeito Marcelo Oliveira (PT) pretende caminhar com a obra, mesmo que as intervenções invadam a Praça 22 de Novembro. Para isso, o Executivo teria pedido o destombamento do local, com intenção de não ferir algum regulamento que impeça obras em bens tombados. 

A situação, porém, não seria tão simples, já que processos de destombamento costumam ser polêmicos e arrastados. Isso porque para um bem ser tombado ele passa por longo processo de análise e estudo, envolvendo diversos tipos de profissionais que terão que realizar espécie de relatório para confirmar o tombamento do imóvel. Há possibilidade de que as obras para a reforma do terminal rodoviário tenham início em janeiro, mas pode haver imbróglio envolvendo a Praça 22 de Novembro.

No fim de 2020, Atila chegou a entregar pedra fundamental que marcaria o início das obras de reforma do terminal central. A ideia de readequar o local já se arrasta por mais de dez anos na cidade. Ainda em 2010, o ex-prefeito Oswaldo Dias (PT) chegou a afirmar que queria demolir a estação e construir uma nova, com dois andares. O projeto nunca saiu do papel.

A Prefeitura de Mauá foi questionada sobre a intenção de realizar a obra, mesmo que as intervenções avancem sobre a praça que é tombada. O Executivo, entretanto, não respondeu ao Diário até o fechamento desta edição. 



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