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Dobra a quantidade de painéis solares na região

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo dados da Aneel, número de instalações do sistema em residências teve alta de 145% entre 2019 e 2021


Arthur Gandini
Especial para o Diário

17/10/2021 | 00:01


De acordo com dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o número de residências no Grande ABC com painéis solares instalados cresceu 145% entre 2019 e 2021. A região apresenta hoje 248 casas com a tecnologia, contra 101 registros em 2019. Rio Grande da Serra teve o maior crescimento percentual, de 600%. Havia apenas um registro há dois anos, contra sete em 2021. Diadema apresentou aumento de 225%, passando de quatro para 13; Mauá de 316%, de seis para 25 registros; Ribeirão Pires de 187%, de oito para 23; São Bernardo de 164%, de 25 para 66; Santo André de 107%, de 42 para 87; e São Caetano de 80%, de 15 para 27.

Especialistas apontam que o aumento da tarifa da conta de luz nos últimos dois anos e o risco de crise hídrica têm estimulado o consumidor a buscar o painel solar como complemento à rede de energia elétrica nas residências. “A energia já subiu muito e não vai parar de subir mais com a crise hídrica estourando no fim do ano. Outro fator é a popularidade e entendimento das pessoas sobre a energia solar”, afirma Artur Cantador Bernardo, diretor comercial da Dinâmica Energia Solar.

Saiba como economizar na conta de energia

Especialistas orientam como gastar menos com a conta de luz sem precisar recorrer a fontes de energia alternativa. Algumas dicas são simples, como tomar banhos menos demorados; passar roupa de tecidos leves com o ferro desligado; retirar os eletrodomésticos da tomada quando não estiverem em uso; apagar as lâmpadas durante o dia e utilizar a luz natural; optar por lâmpadas LED, que reduzem o gasto em até 80%; e fechar corretamente a geladeira, sem que a porta permaneça com uma fresta aberta.

Eduardo Amendola, economista especialista em mercado de energia e professor da faculdade Estácio, aconselha ainda o consumidor a aderir à chamada tarifa branca. O modelo foi criado em 2018 pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para estimular o consumo de luz ao longo do dia. “A tarifa cobrada do consumidor varia de acordo com a hora em que ele consome a energia. Qualquer consumidor pode aderir à tarifa branca, o processo é gratuito e deve demorar no máximo 30 dias. Parte do processo de adesão consiste em substituir o medidor de energia, uma vez que o medidor convencional não registra o período de consumo das unidades consumidoras”, explica.

O especialista analisa que a bandeira tarifária “escassez hídrica” traz forte impacto nos gastos com energia. “A utilização de um aparelho condicionador de ar de 9.000 Btus pelo período de 8h representava, em média, R$62,35 na conta mensal de energia. Após o reajuste, o mesmo padrão de consumo representa um aumento de R$ 4,05 por condicionador de ar”, exemplifica.

Em relação ao painel solar, Guilherme Esperidião, diretor de marketing e produtos da Esfera Energia, afirma que ele é a única fonte de energia alternativa disponível hoje para o consumidor residencial. “As outras opções (disponíveis para empresas e indústrias) são a queima de biomassa, biogás e pequenas usinas hidráulicas. O mundo tem migrado cada vez mais para fontes de energia consideradas 100% limpas. A energia solar fotovoltaica é uma excelente alternativa neste sentido”, avalia.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a conta de energia elétrica acumulou em setembro uma alta de 28,82% em 12 meses. Passou a valer no mês passado a bandeira tarifária “escassez hídrica”, que acrescentou R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Os especialistas ouvidos afirmam que o investimento no painel costuma variar em torno de R$ 20 mil a R$ 80 mil – confira simulação do investimento na arte abaixo.

O sistema de energia limpa atua como um complemento à rede concessionária de energia. Empresas comercializam a instalação dos painéis e é necessário pedir autorização para a Enel, companhia responsável pela distribuição de energia no Estado.

José Renato Colaferro, sócio-fundador e diretor de operações da Blue Sol Energia Solar, aconselha a fazer ao menos uma limpeza semestral do sistema de painéis solares, além de manutenção a cada dois anos, com custo estimado em 1% sobre o investimento. Ele explica que os painéis funcionam conectados à rede elétrica. “O que há, na realidade, é uma menor dependência (da rede), porque você pode gerar durante o dia toda a energia que você consome e depois ficar com os créditos para utilizar esta energia durante a noite”, relata.

O auditor de qualidade Vagner José Carbonezi, 61, é um dos 66 são-bernardeses que decidiu instalar painéis solares na sua residência, em maio de 2019. Ele diz estar satisfeito com a economia de gastos e quer ampliar o investimento.

O auditor mora com uma família de quatro pessoas e tem tido economia de 10% em um gasto mensal que era de R$ 250, o que correspondente a R$ 25. “O retorno é de longo prazo. Para um projeto bem simples como o meu, o custo foi de R$ 1.500 contando a instalação das placas no telhado, disjuntores e fiação. Pretendo instalar mais placas para atender a televisões, geladeira, roteador e passar dos 10% de economia que tenho hoje para 30 a 50%”, calcula. 



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