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Inventor tenta deixar cobrança de falta mais justa e visa mais gols

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Oscar de Oliveira desenvolve aparelho de laser que mede distância exata da barreira até a bola; FPF aderiu à ideia, que passa por análise pela CBF


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

17/10/2021 | 00:01


Consta na história que o futebol moderno foi inventado na segunda metade do século XIX, em 1863, na Inglaterra, e, de lá para cá, o esporte mudou muito. Aliás, de tempos em tempos as regras sofrem alterações e adaptações, bem como novos equipamentos ou tecnologias são incorporados. Algumas dão certo, como o VAR (árbitro de vídeo). Outras nem tanto, como o sensor de linha que apontava se a bola entrou ou não. O fato é que sempre há alguém pensando em como melhorar a modalidade.

Entre essas pessoas está um inventor de Suzano. Oscar de Oliveira, que vem tentando emplacar um aparelho que promete beneficiar o trabalho de árbitros, goleiros e cobradores de falta: trena a laser para medir os 9,15 metros da distância da bola até a barreira.

A CBF, inclusive, já recebeu a ideia. Recentemente, o inventor esteve na sede da entidade, no Rio de Janeiro, com o vice-presidente Fernando Sarney e com o chefe da comissão de arbitragem, Leonardo Gaciba. Em breve, deverá ir também até a FPF (Federação Paulista de Futebol) para apresentar o aparato.

“O (vice) presidente (da CBF) Fernando Sarney aderiu à ideia, achou interessante. Pediu para que eu passasse no departamento de arbitragem, onde conversei com o Leonardo Gaciba e sua equipe, que também se interessaram”, conta.

“Será interessante entrar nos campeonatos de forma experimental. Não vejo dificuldade (em ter a utilização colocada em prática) porque não vai mexer na regra. Vai melhorar e, com certeza, teríamos uma incidência maior de gols”, projeta Oscar de Oliveira, que também é treinador de futebol e associado ao Sitrefesp (Sindicato dos Treinadores de Futebol do Estado de São Paulo). A CBF deverá levar a ideia à Fifa, que é o órgão responsável por homologar e permitir o uso.

A intenção é aumentar o número de bolas na rede. Afinal, se o defensor comete infração próxima da área, com perigo de sofrer o gol e a barreira se adianta, não houve nenhum tipo de benefício ao jogador que sofreu a falta. Ao contrário. O time do infrator que leva vantagem.

“Um metro a menos dificulta para o jogador (batedor). Às vezes temos o caso de dois metros a menos. Então, qual a ideia: medir a distância usando o laser, que é prático e rápido. E não vai incomodar. Pelo contrário. Vai ajudar e muito”, justifica. “Os jogadores vão ter mais facilidade de fazer gols, porque a distância vai estar exata. Quanto mais longe a barreira estiver, mais fácil para o batedor”, complementa.

Oscar explica que o mecanismo é muito simples de ser usado. “A marcação é feita em 15 segundos. O árbitro se dirige até o local da barreira, aponta para a bola para fazer a medida e pronto, só passar o spray para os jogadores não andarem.”

O aparato é leve, pesa 140 gramas, com 10 centímetros de comprimento por 4 centímetros de largura, para ter “praticidade e fácil manuseio”, salienta Oscar. A vida útil do equipamento é de três a cinco anos.

Aliás, o produto também pode ser utilizado no futsal, basta ser programado para 5 metros de distância da bola até a barreira. Outros esportes similares, como fut7 e society, também podem receber a solução.

Seja no campo ou na quadra, a intenção é que a regra seja cumprida e respeitada, trocando os passos dos árbitros (convencionaram-se 11 no futebol, por exemplo) pela metragem correta.

Uefa quer mudança no impedimento

Recentemente, gol de Mbappé na vitória da França sobre a Espanha na final da Liga das Nações, acertadamente confirmado pela arbitragem, mas contrário ‘ao espírito do jogo’, causou polêmica. A Uefa, que representa as federações na Europa, então, resolveu agir e defende reformulação da regra do impedimento.

Bastante criticado na Espanha, o árbitro da partida, o inglês Anthony Taylor, entretanto, foi defendido por Roberto Rosetti, diretor de arbitragem da entidade que comanda o futebol na Europa, ao afirmar que ele “tomou decisão correta, com base na regra existente e em sua interpretação oficial”. Ainda de acordo com ele, ao tentar cortar o passe do lateral francês Théo Hernández, aos 35 minutos do segundo tempo, o zagueiro espanhol Eric García colocou Kylian Mbappé em jogo, uma vez que “interveio ao tocar na bola”. “No entanto, este caso nos diz que a interpretação atual da regra parece estar em conflito com o espírito da própria regra, que é impedir qualquer jogador de tirar vantagem de sua posição de impedimento”, acrescentou.

Ele diz que “a posição da Uefa é que é possível melhorar a formulação” da regra emitida pelo International Board, órgão que rege as regras do futebol, “para agir de acordo com o objetivo da regra do jogo e o espírito do jogo “. A próxima reunião do grupo está marcada para dia 27. <TL>(das Agências) 



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