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Média de mortes de motociclistas é a maior desde 2015

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Infosiga mostram que, somente nos primeiros oito meses de 2021, 61 motoqueiros perderam a vida na região,


Daniel Tossato

16/10/2021 | 05:18


A média mensal de mortes de motoqueiros no trânsito em 2021 é a maior desde 2015, último registro disponibilizado pelo Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo). De janeiro até agosto foram 61 óbitos, média superior a sete por mês.

Conforme os dados da plataforma, o número de mortes de motoqueiros equivale a 45,2% de todos os acidentes fatais ocorridos de janeiro a agosto deste ano. Em todo o período, foram 135 óbitos no trânsito em diversos tipos de acidentes.

Como comparação, em 2015, das 263 mortes no trânsito, 88 foram de motoqueiros, o que representa 33,4%, ou seja, 11,8 pontos percentuais a menos do que o registrado em 2021. No ano passado, os óbitos em duas rodas foram responsáveis por 44,6% de todas as mortes no trânsito – veja os dados na arte ao lado.
Professor da FEC (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Creso de Franco Peixoto, acredita que o aumento do número de acidentes fatais com os motociclistas está diretamente ligado ao arrefecimento da pandemia da Covid-19. Com a vacinação em alta e com mais pessoas voltando às ruas, índices como estes apontados pelo Infosiga tendem a aumentar, de acordo com o especialista.

“A vacina tem salvado as vidas em meio à pandemia, entretanto, em paralelo, outras seres históricas começam a mostrar alguma alteração. Imagine 263 óbitos em 2015, com média de sete mortes por mês arredondando. Comparando com esse ano (2021), infelizmente bate esses sete, quase oito por mês. Isso significa sensação de liberdade. Esse mortos referenciados que estão em motocicletas se tratam de entregadores que tem justificativa de pressa, até de forma indevida”, argumentou o professor.

Outro dado que pode justificar o aumento de óbitos envolvendo motociclistas é a multiplicação da frota de motos nos últimos anos em todo o Estado. Desde 2015, quando se iniciou a série histórica com dados do Infosiga, o número de motos aumentou em mais de 1 milhão. Naquele ano, o Estado contava com 5.118.812 motos e, em 2021, o número de veículos de duas rodas subiu para 6.173.647, alta de 20,6%.

Peixoto destaca que não há veículo menos protegido pelas ruas do que a motocicleta, e isso também pode favorecer que o motociclista se machuque gravemente ou que até morra em acidentes de trânsito. “É claro que os motociclistas podem achar que estão seguros ou até que se protejam, mas aquela aceleradinha para aproveitar um semáforo aberto, aquela costurada em dois ou três carros parece não ter problema, até na hora que se encontra um fim. Parece ser meio catastrofista colocar as coisas assim, mas é como estas coisas acontecem”, avaliou Peixoto.  



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