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Ensinar e aprender novos idiomas

André Henriques/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Crianças contam as suas experiências em estudar línguas ‘diferentes’, como o francês e o japonês


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

10/10/2021 | 00:01


Inglês e espanhol são as línguas estrangeiras que o brasileiro mais procura conhecer. Mas outros idiomas também interessam às crianças. Há quem estude francês, japonês, alemão e até mandarim, da China.

O inglês, por ser considerado o idioma padrão utilizado em conversas entre estrangeiros, e o espanhol, falado na maioria dos países vizinhos ao Brasil, seguem sendo os campeões de procura nas escolas. Mas existe quem busque aprender línguas ‘diferentes’.

A estudante Sarah Rodrigues de Almeida, 14 anos e moradora de Santo André, é exemplo. Ela estuda em escola estadual e tinha conhecimento básico do inglês. Quando precisou ficar em casa por causa da pandemia, começou a treinar o idioma, utilizando plataformas gratuitas na internet e assistindo a séries legendadas na TV. Mas não parou por aí. 

Em plataforma on-line chamada duolingo, a estudante andreense começou a ter contato com crianças de outros países, como Israel, Emirados Árabes Unidos, Portugal e até Afeganistão. Quando fez amizade com estudante da Quênia, na África, Sarah começou a estudar francês, idioma no qual sua interlocutora era fluente.

“Por volta das 14h aqui no Brasil eu falo com a minha amiga lá na Quênia, que é por volta das 19h. Eu aprendo números, cores e frases básicas em francês”, detalha.

Assim como Sarah, Valentina Alberto Farias, 12, também moradora de Santo André, preferiu aprender um idioma ‘diferente’, mas, no caso dela, o que a motivou foi o gosto pela língua japonesa.


Foto: Claudinei Plaza/ DGABC

Há seis meses, Valentina estuda o idioma através das aulas no Kumon, onde aprende a elaborar frases gramaticais, a ler e a interpretar textos, além de pronunciar as palavras.

Não é fácil. A escrita japonesa utiliza três alfabetos diferentes, o hiragana, katakana e kanji. “Estudo todos os dias, pois gostei muito. Acaba sendo lazer”, conta Valentina.

A estudante sempre gostou da cultura japonesa, como os mangás. Exatamente por isso, decidiu se empenhar nos estudos. “Hoje, alguns desenhos, eu já consigo tirar a legenda para tentar entender o que estão falando, vou continuar assim até eu me formar”, ressalta a andreense.

Seja em inglês, espanhol ou até em japonês, o importante é sempre se empenhar nos estudos. O conhecimento não tem fronteiras, como demonstram Sarah Rodrigues de Almeida e Valentina Alberto Farias.

Mandarim e alemão são opções de jovem

Se parece ser difícil conhecer alguém que estude ou fale francês ou japonês, imagine-se então o alemão. Ou o mandarim, o principal dialeto da China.

O estudante de São Bernardo, Lucas de Souza Santos, 13 anos, se encaixa bem no perfil bilíngue. O jovem já estudou o mandarim e, agora, se empenha para terminar os estudos de alemão.

Lucas nunca se indentificou com o inglês, embora sempre soubesse da importância do idioma para seu futuro profissional. Há alguns anos, quando optou por estudar o mandarim, através da internet e gratuitamente, aprendeu também o básico da língua inglesa. 

“Queria alguma língua de que gostasse e que também fosse importante. Foi quando, em 2019, estudei mais o mandarim e, depois, iniciei os estudos em alemão”, conta. 

E não para por ai. Lucas quer se formar em engenharia aeronáutica e, por isso, depois de terminar o alemão, deseja começar a fazer russo. Tudo em casa, com ensino remoto e de graça. 

“Eu me organizo para estudar os conteúdos da escola e também do alemão, dividindo em conversação e leitura de textos”, explica.

CENÁRIO

De acordo com levantamento recente, produzido pela Abebi (Associação Brasileira do Ensino Bilíngue), a procura pelo aprendizado conjunto de dois idiomas cresceu 10% em cinco anos, justamente por causa de diversas opções mais acessíveis de aprendizado.

Programas bilíngues são até 80% mais baratos do que cursos de idiomas mais tradicionais e, assim, ampliam o alcance ao aprendizado de segunda língua. É importante ter em mente que sempre é importante levar em consideração os métodos utilizados por cada programa ou escola e procurar o local em que você mais se adapta aos estudos.



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