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Na região, 745 mil estão inadimplentes

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Número é maior do que a população de Santo André; São Bernardo lidera ranking geral


Arthur Gandini
Do Diário do Grande ABC

03/10/2021 | 21:42


A cada 100 pessoas no Grande ABC, 26 estão hoje com o nome no vermelho. O índice ABCD de Inadimplência, formulado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de São Caetano e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil, apontou que 26% da população da região está em situação inadimplente. São Bernardo encabeça o ranking, com 206.011 negativados, seguida por Santo André (197.842), Diadema (139.717), Mauá (116.732), São Caetano (43.053), Ribeirão Pires (30.053) e Rio Grande da Serra (11.622).

O levantamento utilizou os dados de duas plataformas de crédito, a SPC Brasil e o Serasa, com relação a pessoas de 18 a 69 anos no mês de setembro. Ao todo, são 745.030 consumidores com o nome sujo no Grande ABC. Como comparativo, o número é superior à população de Santo André, estimada hoje em 723.889 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A maior parte dos inadimplentes é formada por mulheres, que representam cerca de 54%.

Uma delas é moradora de São Caetano. Bruna Pinheiros, 30 anos, comprou um celular, via cartão de crédito, em uma loja de varejo e pagou corretamente as primeiras parcelas do produto. Contudo, logo após o início da pandemia, foi assaltada e ficou sem o celular. A perda ocorreu justamente no seu último dia de trabalho. Ela era autônoma, vendia bolos de pote e marmitex, mas interrompeu o negócio por conta da crise econômica. Consequentemente, não conseguiu continuar pagando as parcelas. “A minha fonte de renda ficou escassa com a pandemia e, assim, meu nome ficou negativado”, conta.

Miguel Ribeiro, economista e diretor executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), destaca que o cenário de dificuldades não está restrito apenas à região. Cerca de 61 milhões de pessoas estão inadimplentes no Brasil, o que representa cerca de 39% da população.

“No Grande ABC tem um componente adicional, já que as indústrias sofreram muito. Quando você está em processo que tem queda de renda e desemprego, as pessoas ponderam muito antes de comprar bens de maior valor agregado. Então, eventualmente, elas podem reduzir gastos com alguns itens”, acrescenta. “De outro lado, você tem um cenário em que, para compra de automóveis, precisa de crédito, e o crédito também se fechou nesse período. Os bancos passaram a ser muito seletivos com medo do aumento da inadimplência”, explica.

O levantamento ainda demonstrou que 43% das dívidas incluídas na região têm até três meses de vencidas. Além disso, 35% dos inadimplentes têm dívidas entre R$ 100 e R$ 250. 

Há caminhos para quitar as dívidas

Economistas avaliam que, ao menos nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais fácil quitar as dívidas e voltar a ter crédito. É comum que as empresas ofereçam diversas opções de negociação com descontos para o pagamento. 

“Negativar é a solução mais barata e mais eficiente para as empresas, mas é menos onerosa para o consumidor, já que, na negativação, não há qualquer acréscimo de taxa para o pagamento, como ocorre na modalidade de protesto. Facilitar o pagamento é outro elemento importante”, explica o presidente da CDL São Caetano, Alexandre Damasio. 

Outro caminho é participar dos feirões realizados por empresas, com descontos para o pagamento das dívidas. Sandro Maskio, economista e coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, afirma que a “dica clássica” para sair do vermelho é negociar diretamente com as empresas credoras. 

“É sentar com o gerente de banco, que hoje dá a possibilidade de você fazer a transferência de titularidade de dívida entre os bancos. Existe uma barganha um pouco melhor para os endividados tentarem (quitar as dívidas).”



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