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Líder de Filippi na Câmara admite troca de cargos por apoio político

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Orlando Vitoriano diz, publicamente, que há figuras que não concordam com o governo, mas o defende mediante cessão de vagas comissionadas na Prefeitura


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/10/2021 | 18:03


Discurso do líder do governo do prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), na Câmara gerou polêmica na cidade. Orlando Vitoriano (PT) reconheceu que existe apoio à gestão mediante cessão de cargos em comissão na administração durante uma fala na tribuna do Legislativo e que esse procedimento faz parte do trâmite da política.

Vitoriano, que é pré-candidato a deputado federal com suporte da administração Filippi, debatia a formação do G-6, grupo de seis vereadores de oposição à gestão petista em Diadema – composto por Lucas Almeida (DEM), Boy (DEM), Reinaldo Meira (Pros), Eduardo Minas (Pros), Márcio Júnior (Podemos) e Cabo Angelo (PV). Antes do discurso de Vitoriano, alguns desses parlamentares justificaram a movimentação política dizendo que, ao saírem da base de sustentação, buscaram olhar pelo povo.

“Quando se escolhe ir para um governo, quando escolhe fazer parte desse governo, é porque você acredita neste governo. Entende que a política desenvolvida nas partes social e econômica e a forma de fazer gestão darão certo. A outra maneira de fazer parte de um governo, e você pode nem acreditar nele e pode discordar totalmente da forma dele, é quando se adquire cargos. Negociar cargos para entrar no governo não está fora do trâmite legal nem democrático. Faz parte. Se não vota nos projetos do governo ou não acredita na política do governo, mas está nele, faz isso porque tem cargo lá. São duas formas de fazer”, comentou. A declaração foi transmitida pelas redes sociais, já que as sessões são veiculadas pelos canais oficiais da Câmara.

“Se esses dois pontos não existem, é legítimo e democrático que (o grupo) não faça parte. Aí o governo vai lá e tira o cargo. Essa é a política no País. No Congresso se faz isso. Não tem nada de anormal nisso. Perfeitamente normal”, emendou Vitoriano, que, no discurso, enalteceu o papel da oposição, declarando que ter contrários à gestão também é algo essencial para a democracia. Na sequência, questionou o discurso de integrantes do G-6. “O que não podemos dizer que ou sou governo ou sou povo. Respeito esse pensamento. Mas quer dizer que o resto aqui (quem está na base) não é povo? Todos os outros vereadores que estão apostando no governo não são povo? Quando o governo erra, você trabalha para ajudar o governo a consertar. Não vai assoprar o fogo para piorar.”

Trechos das falas de Vitoriano foram gravadas e espalhadas por grupos de política de Diadema no WhatsApp e Facebook. A equipe do Diário questionou a gestão Filippi acerca das declarações do vereador e, até o fechamento desta reportagem, o governo não havia se manifestado.

Ao Diário, Vitoriano comentou que “na verdade, o que eu quis dizer é que quem ocupa cargo comissionado na Prefeitura é porque acredita no projeto do governo e se compromete a ajudar na administração da cidade”. 



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