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Arritmia cardíaca


Karen Priscilla Bruzzamolino Teixeira

26/09/2021 | 00:01


1. O que é arritmia cardíaca?

Arritmias cardíacas são desordens no ritmo do coração. Quando ocorrem, os batimentos cardíacos ficam desorganizados, mais acelerados (taquiarritmias) ou mais lentos (bradiarritmias). Sintomas como palpitações, desconforto no peito, cansaço desproporcional, tonturas e desmaios podem ser indícios de arritmia e precisam ser investigados. Algumas condições tem evolução benigna enquanto outras podem levar à morte se não tratadas de maneira adequada.

2. Quais são as suas principais causas?

Existem várias causas. Isso inclui patologias cardíacas - como miocardiopatias, doenças valvares e doença isquêmica do coração -, ingesta de álcool e drogas, medicamentos, hipertireoidismo e síndrome da apneia do sono.

3. Quais são os tipos de arritmia mais frequentes na população?

A arritmia mais frequente na população é a fibrilação atrial, que afeta em torno de 1% da população geral. Sua incidência aumenta com a idade, sendo maior nos idosos. Nessa condição a desordem elétrica deixa as batidas irregulares e o coração não se contrai de forma adequada.

4. O que pode acontecer se ela não for diagnosticada e tratada adequadamente?

Se não tratada, a fibrilação atrial, além de causar desconforto pelas palpitações, pode agravar o quadro de um paciente com doença cardíaca já conhecida ou até mesmo ser causa para que se desenvolva insuficiência cardíaca. Como o coração não se contrai de maneira adequada, coágulos podem se formar dentro do coração, cair na corrente sanguínea e chegar até o cérebro, causando acidente vascular cerebral (AVC). Infelizmente, não é uma associação rara e pode levar à graves sequelas.

5. Quais são os tratamentos disponíveis para a fibrilação atrial?

O tratamento deve ser individualizado, levando em conta sintomas, idade, comorbidades e a condição clínica do paciente. A abordagem terapêutica pode ser feita com medicações anticoagulantes (remédios que "afinam o sangue" e reduzem a chance de formação de coágulos) e medicações antiarrítmicas, tanto para manter a frequência controlada quanto evitar que a arritmia retorne. Alguns necessitam de outras terapias, realizadas dentro do hospital, como cardioversão elétrica (reversão da arritma com "choque", sob anestesia) e ablação por cateter. Alguns pacientes não toleram bem a terapia com anticoagulantes e podem apresentar sangramentos graves. Nesse caso, existe a opção de uma terapia chamada oclusão de apêndice atrial esquerdo, uma pequena câmara do coração, localizada na parede muscular do átrio esquerdo, em formato de saco, responsável pela origem de cerca de 90% dos trombos cardíacos. Uma prótese, que funciona como uma "tampa", é colocada nesse local e isso leva a uma importante redução de risco de AVC.

6. O que o Hospital Brasil oferece para o diagnóstico e tratamento da arritmia cardíaca?

No Hospital Brasil o paciente encontra um núcleo especializado para o diagnóstico e tratamento de arritmias. A equipe é composta por médicos clínicos e intervencionistas. É possível realizar exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e ressonância magnética do coração. A equipe de arritmia orienta e realiza ablações por cateter, além de implantes de marcapasso, cardiodesfibrilador e ressincronizador cardíaco. A oclusão de apêndice atrial também pode ser realizada pela equipe de hemodinâmica.

7. Qual a importância de se consultar e fazer exames periódicos para prevenir a arritmia do coração?

Arritmias cardíacas são patologias que podem ter curso benigno ou levar à morte súbita. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são importantes para prevenir sequelas e mortes. Alguns pacientes portadores de fibrilação atrial, por exemplo, são assintomáticos e só recebem o diagnóstico durante uma consulta de rotina. Existem algumas doenças genéticas que levam a arritmias ventriculares graves e morte súbita. Quando há casos na família parentes devem ser investigados mesmo que não tenham sintomas. Palpitações, desconforto torácico, cansaço, tontura e síncope são sinais de alerta e merecem investigação cardiológica.



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