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É preciso romper com alta de violência contra mulher desde posse de Bolsonaro, diz Janaina

Vereadora de SP pelo Novo tenta ser candidata ao Senado com discurso de valorização feminina


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

26/09/2021 | 00:01


Em busca de se tornar candidata do Partido Novo ao Senado por São Paulo na eleição do ano que vem, a vereadora paulistana Janaina Lima avaliou que houve crescimento no volume de feminicídio e discriminação contra a mulher desde que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou ao poder e que um mandato feminino do Estado mais rico da Federação seria essencial para combater essa pauta.

Durante visita ao Diário, Janaina revelou que explodiu quantidade de ofensas a ela nas redes sociais – a ponto de a parlamentar criar o quadro ‘haters da semana’, no qual, por suas mídias, apresenta os comentários mais depreciativos.

“Houve aumento claro, os dados são públicos. Houve alta de feminicídio e de todos os indicadores de violência contra a mulher a partir disso (vitória de Bolsonaro). A agressividade nas redes sociais tem crescido demais. Hoje as pessoas só querem falar, não conseguem ouvir”, criticou. “Precisamos resgatar o debate democrático em defesa das nossas instituições, da nossa democracia e liberdade de expressão. São valores que custaram muito. Nossos antepassados pagaram até com a vida para que a gente pudesse desfrutar de democracia. Hoje, inacreditavelmente, vemos pessoas pedido ditadura. Precisamos romper com isso.”

Janaina, que está sem seu segundo mandato na Câmara de São Paulo, avalia como fraca a atuação dos senadores paulistas – hoje a bancada do Estado é formada por Mara Gabrilli (PSDB), José Aníbal (PSDB, no lugar do licenciado José Serra, PSDB) e Alexandre Luiz Giordano (MDB, que herdou a vaga de Major Olímpio, morto por Covid em março).

“Não é possível admitir que um Estado com o tamanho e força de São Paulo não tenha protagonismo na CPI da Covid no Senado. Não temos o presidente (que é Omar Aziz, PSD, do Amazonas) nem a relatoria (com Renan Calheiros, MDB, de Alagoas). A gente não vê nenhum senador de São Paulo pautando temas relevantes. É preciso devolver o protagonismo a São Paulo”, criticou. “Temos um Senado acovardado, infelizmente.” 

“Fui a primeira mulher eleita pelo Novo. Tenho confiança que serei a primeira senadora do Novo por São Paulo”, projetou a vereadora paulistana. “É preciso sonhar sempre. Quem não sonha, não tem como chegar lá. E acredito que é possível chegar lá”, afirmou Janaina, ao ser questionada sobre os potenciais adversários na eleição do ano que vem – há especulação sobre Paulo Skaf (MDB) e José Luiz Datena (sem partido), por exemplo, concorrerem à vaga única aberta neste pleito.

Aos 37 anos, Janaina viu sua votação crescer entre as eleições de 2016 e 2020. Na estreia nas urnas, obteve 19.425 votos. No ano passado, 30.931 adesões, o 24º melhor desempenho na corrida eleitoral por cadeira na Câmara da Capital.



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