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A 200 metros do primeiro palco de Pelé


Ademir Medici

25/09/2021 | 00:01


Hoje é o aniversário de Alexandre Sanches Magalhães, um dos fundadores do Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol. Durante sete anos morou em Santo André. O campo do Corinthians local, onde o Rei marcou seu primeiro gol como profissional, foi o quintal do aniversariante do dia

A pé até o Bruno Daniel
Depoimento: Alexandre Sanches Magalhães

Prefiro os trabalhos sobre evolução do futebol como estratégia de jogo (Pirâmide Invertida, por exemplo), as biografias (Estrela Solitária, ou curta metragem (Barbosa), e meu tema preferido, que é a relação entre futebol e sociedade (que podem ser pano de fundo, como no filme O Segredo de Teus Olhos, ou como prato principal, como na série The English Game.

Não são muito minha praia os livros de listas, quem jogou onde, placares dos jogos etc. Resumindo, prefiro a visão mais macro e menos a visão mais micro.

PALMEIRAS? NÃO, JUVENTUS.
Ódio eterno contra o futebol moderno, que define bem quem torce para um micro-time, como o Juventus da Mooca. Quando criança, era palmeirense. Depois da derrota de 1982 na Copa e, especialmente por causa da militância política, esqueci o futebol por uma década. Quando voltei a acompanhar o futebol, me apaixonei pelo mais fraco. Passei a torcer pelo Juventus como se fosse minha única paixão futebolística.

TÚNEL DO TEMPO
O triangular da Copa de 1950, especialmente as últimas horas pré-jogo, com os discursos que já davam o Brasil como campeão, mais especialmente ainda, o lance da falha ou não do Barbosa (queria ver bem de perto esse lance) e conferir a história de o Varela ter saído de bar em bar chorando com os brasileiros, consolando-os. Queria saber o que foi isso, se foi verdade mesmo.

GRANDE ABC
Morei sete anos em Santo André, parte do tempo com o Estádio Bruno José Daniel fechado para reforma. Sempre que tinha jogo do Santo André e não tinha jogo do Juventus simultaneamente, ia a pé para o estádio.

A pesquisa mais interessante que fiz foi visitar o Curintinha, local onde aconteceu o primeiro gol do Pelé, Gasolina à época, contra o Corinthians andreense. O local fica a 200 metros de minha casa em Santo André.
MEMOFUT

Acho que minha importância para o Memofut não foi nem ter participado da primeira reunião em um hotel, mas ter levado o Memofut para o auditório do Ibope na Alameda Santos, local no qual eu trabalhava.

Quando pagamos a conta do hotel, a conta da primeira reunião, prometi aos participantes que iria conversar com o Carlos Augusto Montenegro, dono do Ibope à época e apaixonado por futebol e pelo Botafogo carioca. Sabia que ele aceitaria receber um grupo de apaixonados por futebol. Não só nos recebeu, como durante alguns anos bancou o farto café da manhã para todos os presentes.

Só saímos do auditório do Ibope quando eu saí da empresa para ir trabalhar em uma agência de propaganda. Seu Domingos me deu uma bronca por mudar de empresa sem consultar os membros do Memofut, pois ficamos sem casa. Rapidamente, o Museu do Futebol nos aceitou.

ÍDOLOS
Como jogador, gosto das lendas ou verdades que envolvem o Pelé, um ser quase indestrutível. Meu tio Wladimir me contava de suas idas ao estádio, ele corintiano, e das raivas que passava com o Pelé.

Vi o Riquelme em La Bambonera em um Boca x Lanús, 0 x 0, e um torcedor já velho do Boca me perguntou se eu sabia quem era aquele menino e diante da negativa, afirmou: “Você vai ouvir falar muito nele: chama-se Riquelme”.

Vi um dos últimos jogos do príncipe Francescoli, River 4 x 0 Huracan. Francescoli perdeu um pênalti quando ainda estava 0 a 0 e foi aplaudido de pé.

Gosto dos heróis improváveis, como Gabiru na final do mundial pelo Inter ou Betinho na final da Copa do Brasil pelo Palmeiras.

Gosto dos ídolos acima da média intelectual dos jogadores, como Sócrates, Alex ou da surpresa Scarpa, leitor voraz e que abriu um canal nas redes sociais para falar sobre esta paixão.

Na vida acadêmica, sigo o Hilário Franco Junior, leio os trabalhos publicados por membros do Memofut, como a Diana Mendes Silva. Adoro a abordagem dela para a relação afetiva das pessoas com o futebol.

Na vida pessoal, sou apaixonado por Hermeto Pascoal, maior músico vivo. Gosto do acaso de sua genialidade: por ser albino não podia trabalhar na roça e, por isso, ficava sentado sob uma árvore o dia todo. Ganhou uma sanfona e com ela ganhou o mundo. Adoro essas relações.

Sou fã do escritor Raduan Nassar, que diante do sucesso de seus três livros, parou de produzir para não ser endeusado.

No Memofut dobro meu dorso para a dedicação de quem sustenta o grupo até hoje: seu Domingos, idealizador, Alexandre Andolpho, Gustavo, gente incansável que dedica parte importante da vida a essa nobre causa.

JOGO INESQUECÍVEL
O título do Juventus na Copa Paulista. Por acaso, assisti ao jogo ao lado do Zé Reynaldo, dono de uma livraria especializada em futebol. Estava com minha filha, criancinha, que deve ter achado aquilo uma loucura. Chorei abraçado ao Zé Reynaldo no fim do jogo, que foi decidido no último lance.

EMOÇÃO MAIOR
Na vida, foi o grito de minha filha ao telefone, quando soube que havia sido escolhida por uma família norte-americana para fazer o colegial nos EUA. Senti a felicidade dela entrar pelo meu ouvido. Jamais esquecerei este momento.

TRISTEZA
A derrota do Brasil para a Itália em 1982, que fez meu tio Hilário ter um infarto e eu, sem saber disso, passar a tarde toda na cama, imóvel, sem acreditar que aquilo tinha acontecido.

HOJE
Sou country manager de uma empresa chilena de tecnologia e estou muito feliz. Faço algo parecido ao que fazia quando trabalhava no Ibope.

PLANOS
Voltar às reuniões presenciais do Memofut, escutar boas histórias sobre futebol lá.
Ficar rico e patrocinar o Juventus.
Continuar vendo bons jogos (o que foi o Palmeiras e Galo de terça-feira).

Pioneiros da TV
Texto: Milton Parron

Neste domingo, às 7h, no programa Memória pela Rádio Bandeirantes, o segundo programa comemorativo dos 71 anos de inauguração da primeira televisão brasileira, a Tupi.

Trata-se da reprise de uma produção levada ao ar originalmente em 1998 em outro programa da própria Bandeirantes, o extinto Balanço Geral.

Entre outros entrevistados, destaques para Maurício Loureiro Gama e Lyba Fridman.

Maurício, falecido em 2004 aos 92 anos, foi o primeiro apresentador de um telejornal, o Imagens do Dia, na própria TV Tupi, a partir do dia 19 de setembro de 1950. Mais tarde ele comandou o antológico Pinga Fogo, onde teve oportunidade de entrevistar Nikita Kruschev, John Kennedy, Giovanni Gronchi, Fidel Castro, Charles de Gaulle, Juscelino Kubitscheck e muitos outros.

Lyba Fridman foi a primeira jornalista a ter uma coluna para falar sobre televisão. A primeira revista que se dedicou exclusivamente à televisão, foi a 7 Dias na TV, porém a Radiolândia, que se dedicava ao rádio, começou a falar sobre TV bem antes, abrindo uma coluna com esse direcionamento, e foi dada a Lyba Fridman essa missão. Ela faleceu em 2003.

EM PAUTA. Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9). Os 75 anos da TV Brasileira (parte 2). Produção e apresentação: Milton Parron. Amanhã, às 7h, com apresentação inicial entre a noite de hoje e madrugada do domingo, e reprise durante a semana.
As histórias que ambos contam, assim como os demais que deram depoimentos para o Memória, são simplesmente deliciosas.

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Sábado, 25 de setembro de 1971 – ano 13, edição 1648
SANTO ANDRÉ – Lions Clube-Parque inicia campanha de combate à verminose.

SANTOS DO DIA

Aurélia e Neomísia
Alberto
Cleofás ou Alfeu
Firmino ou Firmin

HOJE

Dia do Rádio e da Radiodifusão
Dia Mundial do Coração
Dia Nacional do Trânsito
 



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