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Região atinge imunidade coletiva contra Covid

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Cidades vacinam 70% dos adultos com 2 doses, marca sugerida pelo Estado para controle da pandemia


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

25/09/2021 | 00:01


O Grande ABC atingiu ontem a marca de 70% dos moradores adultos vacinados com as duas doses dos imunizantes contra a Covid. O número foi apontado pelo governo do Estado como capaz de controlar a pandemia após estudo de eficiência realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, no Interior, que mostrou controle da disseminação do coronavírus com sete a cada dez moradores completamente imunizados. 

De acordo com o diretor de ensaios clínicos do Butantan, Ricardo Palacios, também diretor do estudo em Serrana, a cobertura de 70% é fundamental. “O resultado mais importante (do estudo foi entender que podemos controlar a pandemia mesmo sem vacinar toda a população. Quando atingida a cobertura de 70% a 75%, a queda na incidência foi percebida até no grupo que ainda não tinha completado o esquema vacinal”, explicou Palacios. “A redução de casos em pessoas que não receberam a vacina indica a queda da circulação do vírus. Isso reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente individual”, acrescentou.

Ontem, as cidades aplicaram 19.174 frações da vacina, sendo 1.476 referentes ao início do esquema vacinal, 15.876 segundas doses e 1.822 reforços. Com isso, somando as segundas doses com as vacinas da Janssen, que são de aplicação única, a região ministrou 1.460.014 imunizantes, ou seja, 69,9% dos 2.091.304 moradores com 18 anos ou mais já estão totalmente protegidos da Covid.

Infectologista e fundador do IBSP (Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente), José Ribamar Branco destacou o feito de a regïão ter atingido a imunidade coletiva. “Essa marca faz o Grande ABC superar os Estados Unidos e vários países da Europa, que começaram a vacinação bem antes do Brasil, tinham doses, mas a população não aderiu porque não acredita (na eficiência dos imunizantes).

No Brasil, pelo contrário, as pessoas aceitam tomar a vacina e por isso estamos conseguindo avançar na campanha. O Brasil, que foi ruim no começo da pandemia com mortalidade horrível, agora se comporta bem nesse momento com a vacinação completa para os adultos”, comentou. Dados de ontem do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos mostra que 66,3% dos norte-americanos com 18 anos ou mais haviam recebido das duas doses dos imunizantes. No Brasil a cobertura é de 40,2% e no Estado, de 70,23%.

Roberto Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) diverge do termo imunidade de rebanho, mas ressalta a marca alcançada na região. “Chegar a 70% é um número bastante bom, protege individualmente e coletivamente, mas o conceito de imunidade de rebanho (ou coletiva) a gente vem descontruindo há algum tempo porque não há como imaginar que com vírus que sofre mutações, que provoca reinfecções, vacinas que não impedem transmissão a gente possa pensar que vai erradicar a transmissão do vírus. Nunca defendi esse termo, muitos defendiam, chutavam números entre 70% e 80%, mas não se pode imaginar número que vai fazer o vírus deixar de circular. Temos de nos concentrar na proteção dos grupos mais vulneráveis e nas estratégias de doses de reforço. Mas, de qualquer forma, é uma marca importante os 70% dos adultos totalmente vacinados”, comentou o especialista.

Apesar do controle da pandemia estar mais perto no Grande ABC, Branco recomenda continuar com os protocolos sanitários até que outras regiões do Estado também consigam a imunidade coletiva. “Importante continuar usando máscara, manter o distanciamento, principalmente as pessoas idosas. Isso é fundamental para o controle da doença”, comentou.



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