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Diário inicia série da cesta básica


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

26/08/2005 | 08:30


A partir desta sexta, o Diário passa a publicar todas as sextas-feiras, no caderno de Economia, a pesquisa de preços da cesta básica realizada semanalmente pela UCP-Craisa (Unidade de Conjuntura de Preços da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). Esse levantamente permitirá que o leitor monitore os custos de 34 itens dos grupos de alimentos industrializados, hortifrutigranjeiros, higiene pessoal e limpeza doméstica em 32 super e hipermercados do Grande ABC.

O custo da cesta básica na região recuou 0,65% nesta semana, de acordo com a pesquisa. O preço médio do conjunto de itens passou de R$ 243,29 na semana passada para R$ 241,70. O produto que registrou a maior baixa, e mais influenciou a queda, foi a batata. A retração, de 30,77%, foi atribuída às promoções bancadas pelas redes de hipermercados. Isso ocorreu devido ao excesso de oferta do tubérculo no mercado.

O grupo que mais contribuiu para o menor custo da cesta básica foi o de hortifrutigranjeiros, com retração de 13,06%. Além da batata, o tomate e a cebola, com quedas de 27,71% e 11,84%, respectivamente, também auxiliaram para a diminuição no preço final em razão da quantidade elevada dos itens nas gôndolas. Entre as frutas, apenas a laranja apresentou alta (1,89%) em razão, segundo a Craisa, de quebra da safra no Estado de São Paulo.

Os alimentos industrializados, grupo que registrou a ligeira alta de 1,22%, e não influenciou negativamente no preço final, tiveram como destaque a carne bovina de segunda, com alta de 4,79%. De acordo com a Craisa, o aumento ocorreu para assegurar a composição de estoques, já que a oferta está reduzida e a demanda, elevada.

Os dois produtos de maior peso na cesta básica apresentaram comportamento positivo. O preço do arroz caiu 2,53%, segundo a Craisa, mesmo com a intenção do governo de segurar os preços do cereal comprando diretamente dos agricultores por meio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). "Felizmente para o consumidor final as medidas não têm surtido efeito até o momento, pois ainda há excesso de arroz, o que reduz os preços", esclarece o engenheiro agrônomo da entidade, Fábio Vezzá de Benedetto. Já o preço do feijão se manteve estável.

Os itens de limpeza doméstica tiveram aumento de 1,63%. A alta mais expressiva, de 3,26%, foi captada no preço do sabão em pó. No grupo de higiene pessoal, a queda foi de 1,06%. A alteração nos preços dos grupos que compõem a cesta básica se deve ao início ou término de promoções nas grandes redes de supermercados.

Inflação – Ao contrário da cesta básica na região, a inflação apresentou alta de 0,28%. O reajuste na conta do telefone fixo foi o principal responsável pelo aumento na prévia da inflação de agosto, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15). É o segundo mês consecutivo que a telefonia fixa provoca o maior impacto sobre o índice. Em julho a alta foi de 2,41% e, no ano, o telefone fixo já subiu 6,59%.

Os dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstram que, além das tarifas de telefone fixo, contribuíram para a alta do IPCA-15 de agosto os reajustes nos preços dos combustíveis e dos salários dos empregados domésticos.

Por outro lado, corroborando o levantamento da Craisa, os alimentos ajudaram a conter a inflação em agosto. O grupo alimentação e bebidas caiu 0,67%, com destaque para a batata inglesa (-15,08%) e o feijão preto (-5,69%).



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