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Sombra tem dificuldade em defesa



18/11/2005 | 08:37


Acusado pelo Ministério Público de ser o mandante do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, o empresário Sérgio Gomes da Silva, conhecido como Sombra, teve dificuldades para se defender na CPI dos Bingos da acusação de participação num suposto esquema de extorsão na cidade. Entre as provas contra ele estão os recibos de quatro depósitos feitos na sua conta no Banespa, em outubro e novembro de 1997, pelo dono da Viação Expresso Guarará, Luiz Alberto Gabrilli.

“Acho que ele se enganou”, disse Sombra. “Não sei como esse dinheiro entrou na minha conta”, insistiu. O relator Garibaldi Alves (PMDB-RN) perguntou se ele tinha explicação para outro depósito, de R$ 100 mil, feito em sua conta uma empresa de ônibus e não declarado à Receita Federal. O depoente disse que não se lembrava.

No depoimento, os senadores deixaram claro que não estavam acreditando no empresário. Seu “desconhecimento” sobre depósitos recebidos em sua conta se manteve quando o presidente da comissão, Efraim Morais (PFL-PB), relacionou uma relação de depositantes, identificados pela quebra de seu sigilo bancário.

Sombra tampouco soube explicar as contradições identificadas no momento do seqüestro de Celso Daniel. Não soube dizer porque não foi levado pelos bandidos, nem porque pôde manter intactos a sua arma e o telefone celular. O depoente ficou irritado quando o senador Magno Malta (PL-ES) perguntou se ele se sentiu “aliviado, feliz” ao final do seqüestro por ter sido poupado. “Eu fui vítima, sim senhor. Eu sou vítima”’, assegurou Sérgio Sombra. Para explicar sua falta de reação quando do seqüestro, disse que estava “nervoso, apavorado”, tentando ligar para o 190 para pedir socorro.



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