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Secretário de Educação volta a pautar Câmara de São Caetano

Medidas de Fabrício Coutinho, como fim de parte da EJA e falta de aporte no setor, são criticadas


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/09/2021 | 00:33


Mais uma vez a atuação do secretário de Educação de São Caetano, Fabrício Coutinho, pautou a sessão na Câmara. As mais recentes medidas polêmicas adotadas pelo educador – como devolução ao Estado de parte da EJA (Educação de Jovens e Adultos) da cidade e o risco de não se atingir o investimento mínimo constitucional do setor neste ano – dominaram os discursos, em especial de vereadores de oposição, que novamente cobraram a presença do titular da pasta para explicações de decisões consideradas questionáveis.

Houve bate-boca entre alguns oposicionistas e o líder do governo do prefeito interino Tite Campanella (Cidadania) na casa, o vereador Gilberto Costa (Avante). A base de sustentação, porém, agiu rapidamente para evitar que requerimentos com cobranças ao secretário ou qualquer outra movimentação embaraçosa ao Palácio da Cerâmica fossem aprovados.

A discussão começou quando o Legislativo retomou análise de requerimento do oposicionista Jander Lira (DEM) sobre concessão de bolsas de estudo. Durante a justificativa, Jander levou à tribuna o encerramento da EJA municipal do ensino fundamental 2 e ensino médio, como revelou o Diário na segunda-feira. “O Fabrício será conhecido como o secretário tranca rua. Gosta de fechar tudo.” Gilberto começou a esbravejar, dizendo que o democrata, naquele momento, não poderia fugir do assunto principal, que eram os benefícios aos alunos.

O debate ficou acalorado. Jander foi cobrado pelo presidente da casa, Pio Mielo (PSDB), para seguir o regimento interno e discorrer apenas sobre as bolsas. O oposicionista devolveu com questão ao tucano, que foi professor de supletivo, sobre a decisão da gestão Tite. “Supletivo é essencial para jovens e adultos”, resumiu. Gilberto voltou a intervir, criticando o tucano. “Não estou polemizando nada. Estou dando minha opinião”, rebateu Pio, comentando que temas como o fim de parte da EJA municipal, a possibilidade de encerramento da Fundação Anne Sullivan e a transferência da Biblioteca Paul Harris para uma sala na Secretaria de Educação eram pautas “polêmicas”. “Vamos evitar.”

Na sequência, a vereadora Bruna Biondi (Psol), do mandato coletivo Mulheres por Mais Direitos, criticou a gestão de Fabrício, ao lembrar do caso da EMI (Escola Municipal Integrada) Maria D’Agostini, no bairro Mauá, que ficou sem água durante 20 dias. “Não é só o Jander que está com problemas com o secretário. Diversos outros vereadores têm enfrentamento com o secretário, não com a pessoa dele, mas sobre a gestão desastrosa dele. Desde o início desta nova gestão, o Fabrício foi pauta durante mais das metade das sessões que tivemos aqui. E raramente para falar de algo positivo.”

Coube a Gilberto defender Fabrício em meio às críticas. “Ele é bom secretário, é um cara que quer acertar, que está trabalhando. É professor da rede que tem carinho demais por aquele departamento. A gente vê o trabalho do Fabrício no dia a dia. Nossa educação está indo muito bem. A população reconhece o trabalho do Fabrício e de toda secretaria.”

Câmara anuncia construção de biblioteca jurídica própria

Enquanto o governo do prefeito interino de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), discute transferir a Biblioteca Paul Harris para uma sala na Secretaria de Educação, a Câmara anunciou que pretende instalar uma biblioteca com acervo jurídico nas dependências da casa.

O assunto foi levantado pelo vereador Marcos Fontes (PSDB), que protocolou na mesa diretora uma indicação para que seja instalada a unidade, inclusive com homenagem à ex-vereadora Juliana Teixeira (PSDB), que morreu em 2019.

“Acho uma homenagem justa do nosso partido. Ela me substituiu na Câmara durante uma licença e infelizmente a perdemos. Cabe aqui o pedido de doação de livros. É mais um espaço para incentivo da leitura, que se mostra muito eficaz no combate às doenças mentais, como o mal de Alzheimer”, comentou Fontes.

“Acolhemos sua indicação. Vamos colocar em pauta no momento oportuno. Mas já demos início às tratativas legais para que a Câmara tenha uma biblioteca à disposição do munícipe com viés jurídico”, disse o presidente do Legislativo, Pio Mielo (PSDB).

O oposicionista Jander Lira (DEM) classificou como alvissareiro o anúncio e disse que o equipamento poderia avançar para além do jurídico. “É para pautar a cidadania. Inclusive, livro não vai faltar porque o governo quer fechar a Biblioteca Paul Harris”, emendou.  



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