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Fingerprinting: seria mesmo uma ameaça à privacidade?

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação
Do 33Giga

21/09/2021 | 08:48


Manter o anonimato (ou mesmo a privacidade) na internet pode ser bastante complicado. Fora os métodos clássicos de identificação, como a busca de endereço IP ou o uso de cookies, hoje, estratégias bem mais sofisticadas já conseguem montar um perfil digital completo sobre os usuários sem grandes esforços. Um desses métodos é o chamado fingerprinting.

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O que é fingerprinting?

Em termos gerais, o fingerprinting é uma técnica usada para identificar os usuários da internet por meio da coleta de dados aparentemente inofensivos. São apanhadas, por exemplo, informações sobre sua resolução de tela, a versão do seu navegador, seus plugins instalados, seu fuso horário, entre outros.

Com a combinação de todos esses elementos, as empresas conseguem montar um perfil que é praticamente único e que pode servir como uma “impressão digital” do usuário na rede. Tendo em mãos esse identificador, é fácil para terceiros acompanharem o seu comportamento online, analisando as páginas que você visita, os produtos que visualiza e compra, ou os programas de TV a que assiste.

O fingerprinting é uma ameaça à privacidade?

A resposta para essa pergunta é: depende. Como tudo relacionado à tecnologia, o fingerprinting também tem dois lados. De início, seu uso era dedicado à segurança de sistemas bancários e financeiros na internet, como um meio de detectar comportamentos suspeitos e potencialmente fraudulentos.

Agora, em sua maioria, o fingerprinting serve a empresas de marketing que fazem uso dos perfis coletados para direcionar suas campanhas publicitárias e gerar mais lucros para os seus clientes. E, claro, em casos extremos, essas informações também podem cair em mãos erradas e ser utilizadas para fins menos legítimos. Um hacker, na pior das hipóteses, poderia usá-las para praticar crimes cibernéticos, como phishing e roubo de dados.

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Como evitar o fingerprinting

Infelizmente, não existem meios de impedir completamente o fingerprinting. Mesmo táticas comuns, como a exclusão regular dos cookies do navegador, o acesso pelo modo anônimo ou o uso de mais de um browser, não são capazes de evitar a construção do seu perfil na rede.

Por outro lado, os usuários podem empregar algumas técnicas simples para minimizar os efeitos do fingerprinting, garantindo um nível maior de privacidade. A seguir, você confere algumas delas:

  • Usar uma VPN

Para quem não sabe o que é VPN (do inglês Virtual Private Network, ou Rede Virtual Privada), trata-se de um serviço de segurança digital que se baseia na criptografia para proteger as informações pessoais de seus clientes. Como as VPNs conseguem ocultar o IP do usuário (trocando-o pelo IP de um servidor), elas podem ser usadas para dificultar a coleta de dados pelo fingerprinting.

A lógica é que, como os servidores são usados por vários usuários ao mesmo tempo, a associação direta entre um indivíduo, seus hábitos de navegação e seu endereço IP se torna impossível – afinal, o mesmo IP está sendo compartilhado por pessoas diferentes.

Para melhores resultados, neste sentido, o uso de provedores VPN populares é o mais aconselhável. O motivo é que não apenas eles possuem mais usuários, como também podem disponibilizar um número maior de servidores para nublar qualquer mecanismo que queira acompanhar seus hábitos na internet.

  • Prefira navegadores populares

Para se manter oculto na multidão, a escolha mais segura é sempre se camuflar no meio das pessoas. Ao usar um navegador popular, você consegue fazer isso ao se misturar a milhões de usuários que usam o mesmo programa, o que dificulta a diferenciação do seu perfil.

Outra estratégia é também não instalar plugins nem fazer configurações adicionais no navegador. A razão é que, ao conservar o browser de forma mais “neutra” e “comum” possível, você consegue se mesclar à multidão de pessoas que, por não conhecerem muito de tecnologia, acabam usando o navegador em seu estado original.

  • Atualize seu sistema e seu navegador

A regra de ouro é não se destacar no meio da massa. Como a maioria das pessoas sempre acaba atualizando seus programas e dispositivos, deixar os seus desatualizados pode servir de fator diferenciador – facilitando a criação do seu perfil pelo fingerprinting.

Além disso, ter a versão mais recente de todas as suas ferramentas digitais é um passo fundamental para preservar a segurança dos seus dispositivos. Afinal, é com as atualizações que eles conseguem as últimas melhorias e reparos de falhas.

  • Desative o JavaScript

Os mecanismos de fingerprinting são executados em JavaScript. Então, ao desativar a função no seu dispositivo, teoricamente, você consegue uma forma de “proteção” contra a coleta de seus dados.

É importante notar, contudo, que o JavaScript é usado por muitos sites e plataformas para melhorar a experiência dos usuários. Logo, desligá-lo poderá impactar negativamente a sua navegação, com algumas páginas ou recursos não funcionando de forma adequada.

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