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Desmonte na Educação


Do Diário do Grande ABC

20/09/2021 | 11:53


A população de São Caetano deve estar a se perguntar qual seria o objetivo que leva o prefeito interino Tite Campanella (Cidadania) a adotar medidas que estão atingindo de morte um do pilares que ajudam a fazer da cidade uma das melhores do País em indicadores de qualidade de vida. Afinal, quem conhece a fama do município no trato com a educação – inclusive moradores de fora – sabe que a área há muito tempo é tratada como a menina dos olhos da administração. Mas o que se depreende das últimas decisões do alcaide de plantão é que ensino de qualidade não importa.

Fosse o contrário, não teria deixado de fornecer uniforme aos alunos neste 2021, sob alegação de que o gasto para apenas meio ano de aulas presenciais não compensa, assim como não teria colocado fim ao vale merenda. Mas as medidas exdrúxulas emanadas da Secretaria de Educação – comandada por Fabrício Coutinho – e endossadas por Tite atingem também os profissionais que cuidam da formação dos estudantes, que de hora para outra viram sumir o tradicional abono que recebiam pelos bons serviços prestados.

A qualidade do ensino de São Caetano, que inclusive era alvo da cobiça de estudantes de outra cidades da região, passava também pela boa estrutura de suas escolas, que em futuro próximo também deverão sentir o peso do descaso. Exemplo claro ocorreu recentemente, quando a Prefeitura reutilizou móveis que estavam encostados para poder equipar e inaugurar duas unidades, uma das quais batizada Cleide Rosa Auricchio, mãe do ex-prefeito José Auricchio Júnior.

Outra bomba armada pela gestão Tite Campanella é a transferência da renomada Biblioteca Paul Harris de prédio de dois andares para pequena sala que dificilmente terá espaço para acomodar acervo de 30 mil títulos. A justificativa? Modernização. Fato é que a carroagem do desmonte segue em velocidade, como mostra reportagem de hoje deste Diário sobre a recente decisão da administração de acabar com vagas da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

A cidade que se vangloriava de ter educação de primeiro mundo agora seria decepção para Paulo Freire, um dos pensadores mais importantes da história na pedagogia mundial e defensor da educação libertadora, que pode bem ser representada pela EJA. Se vivo fosse, o patrono da educação brasileira teria completado 100 anos ontem. Bela homenagem Tite Campanella.



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