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Orosco serena discurso contra PT para projeto de 2022

Nario Barbosa / DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Antes crítico ferrenho, pedetista até costura dobradas com petistas na candidatura a federal


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/09/2021 | 00:01


Ex-secretário de Obras de Mauá, Júnior Orosco (PDT) estrutura sua campanha para a Câmara Federal no ano que vem em novo momento, tanto jurídico quando político. Conhecido por estimular a rivalidade com petistas do Grande ABC, Orosco projeta dobradas com figuras do PT e assegura que o imbróglio que envolveu sua candidatura em 2018 ficou no passado. “Confio na palavra dos meus advogados que a questão da inelegibilidade não existe mais.”

Orosco admite que está em nova fase da vida, que coincidiu com a separação da ex-deputada Vanessa Damo (MDB). Não à toa, já em 2020, subiu em palanques de petistas na região – apoiou Luiz Marinho (PT, em São Bernardo), José de Filippi Júnior (PT, em Diadema) e Marcelo Oliveira (PT, em Mauá) – e desenha dobradas com quadros do partido, como o presidente da Câmara de Diadema, Josa Queiroz (PT), e o secretário de Planejamento de Mauá, Rômulo Fernandes (PT), ambos pré-candidatos a deputado estadual.

“Vejo como amadurecimento. O País dividido do jeito que está, dos bolsonaristas e antibolsonaristas, está condenado ao fracasso. Quem quer o bem do País não pode ficar aplaudindo essa divisão. Tenho amigos no PT, tenho amigos ligados ao (presidente Jair) Bolsonaro, ao PSDB. Não quero polarizar minha discussão política em um desses dois campos. Quero ter trânsito em ambos os campos porque quero ajudar o presidente que ganhar para também ajudar o Grande ABC. Seja o Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT), o Bolsonaro de novo, o Ciro (Gomes, PDT). Minha pauta é o Grande ABC”, disse o pedetista, em visita ao Diário. “Nasci no grupo do Leonel Damo (ex-prefeito de Mauá e seu ex-sogro), que era antipetista. Aprendi a fazer política antiPT. Fui enxergando ao longo dos anos que nem tudo que o Leonel fazia estava certo nem tudo que dizia tinha motivo fático para eu acreditar plenamente.”

Orosco estreou nas urnas em 2018, como candidato a deputado federal pelo PDT. Recebeu 30.418 votos, desempenho que lhe garantia uma cadeira em Brasília – na esteira do sucesso de Tabata Amaral (ex-PDT, atual PSB), que atingiu 264 mil votos. Porém, a Justiça Eleitoral anulou a votação do pedetista, enquadrando-o na Lei da Ficha Limpa. O motivo foi o fato de ele ter sido condenado ao fazer doação acima dos limites legais para Vanessa na campanha dela a deputada estadual em 2014 e também por ter contas rejeitadas da época em que foi superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) na gestão do ex-sogro Leonel Damo. Orosco ainda recorre da decisão no STF (Supremo Tribunal Federal) após reveses nas instâncias eleitorais.

“Tive mandato violentado pela Justiça Eleitoral, pela política que influenciou a Justiça Eleitoral. O Júnior deixou de exercer mandato para o Grande ABC. Acredito que não fui o único prejudicado, o Grande ABC como um todo foi prejudicado”, comentou Orosco, que coloca na conta de pressão de Rodrigo Maia (PSDB, atual secretário no governo paulista) e Orlando Silva (PCdoB, deputado federal) as derrotas na corte eleitoral. “A injustiça se faz presente quando o Chiquinho do Zaíra (Avante, vereador de Mauá), que foi superintendente da Sama em 2006, mesmo ano que eu, conseguiu ser candidato vitorioso em 2016 e em 2020. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) emitiu um documento dizendo que não havia dolo nem enriquecimento ilícito ou dano ao erário. Mas como não ocupei mais cargo público, a não ser um curto período que fiquei como secretário do (ex-prefeito) Atila (Jacomussi, SD), não tem nada que me desabone.” 



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