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Taxa de desemprego na
região permanece estável


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

01/09/2011 | 07:03


O emprego no Grande ABC segue estável. Em julho, a taxa de desemprego atingiu 10,7%, o menor percentual para o mês desde o início da série histórica, em 1998. Para se ter ideia, no mesmo período do ano passado a taxa chegou a 12,1%.

No entanto, se considerarmos os últimos cinco meses, de março a julho, as taxas de desemprego permaneceram quase no mesmo patamar, com aumentos de 0,1% por mês, o que é considerado estabilidade. Mas para esse período, o movimento natural é que os índices recuem, já que durante o segundo e o terceiro trimestres as indústrias estão se preparando para atender a demanda do comércio, e, portanto, o desemprego tradicionalmente diminui. No ano passado, a taxa baixou de 13,2% para 12,1% de março a julho. Neste ano, passou de 10,7% para 10,8% no mesmo intervalo.

Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Seade/Dieese, que considera tanto o trabalho formal como o informal, já que o levantamento é feito por meio de informações domiciliares mês a mês.

O fato chama a atenção, na avaliação do gerente de pesquisas do Seade, Alexandre Loloian, porque mostra que o mercado de trabalho está respondendo às medidas macroprudenciais do governo federal, que incluem a elevação da taxa básica de juros e a contenção na oferta de crédito. As determinações, instituídas para reduzir a inflação, ainda não obtiveram sucesso nesse ponto, mas deixam os empresários temerosos com a incerteza do cenário doméstico, o que faz com que as contratações sejam suspensas.

Somada a isso, tem-se a questão cambial, muito favorecida pela alta taxa de juros, que torna o Brasil muito rentável para investimentos externos, principalmente no que diz respeito ao mercado especulativo, daí a enxurrada de dólares, que derrubam o custo da moeda e valorizam o real. Com isso, os produtos importados, em especial os asiáticos, continuam entrando com força no País, e a um custo muito baixo.

Para Loloian, a situação pode melhorar com o programa federal de estímulo à indústria Brasil Maior lançado no início de agosto que, dentre as medidas, prevê conceder desconto no IPI às montadoras que comprarem peças e componentes de fabricantes nacionais. "Nos últimos anos nós perdemos muitos elos da cadeia industrial, pois muito pouca coisa é fabricada aqui. A maior parte vem de fora e é apenas montada no País. Com o programa, mesmo que não sejam gerados muitos empregos diretos, as vagas nas cadeias automotivas serão preservadas."



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Taxa de desemprego na
região permanece estável

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

01/09/2011 | 07:03


O emprego no Grande ABC segue estável. Em julho, a taxa de desemprego atingiu 10,7%, o menor percentual para o mês desde o início da série histórica, em 1998. Para se ter ideia, no mesmo período do ano passado a taxa chegou a 12,1%.

No entanto, se considerarmos os últimos cinco meses, de março a julho, as taxas de desemprego permaneceram quase no mesmo patamar, com aumentos de 0,1% por mês, o que é considerado estabilidade. Mas para esse período, o movimento natural é que os índices recuem, já que durante o segundo e o terceiro trimestres as indústrias estão se preparando para atender a demanda do comércio, e, portanto, o desemprego tradicionalmente diminui. No ano passado, a taxa baixou de 13,2% para 12,1% de março a julho. Neste ano, passou de 10,7% para 10,8% no mesmo intervalo.

Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Seade/Dieese, que considera tanto o trabalho formal como o informal, já que o levantamento é feito por meio de informações domiciliares mês a mês.

O fato chama a atenção, na avaliação do gerente de pesquisas do Seade, Alexandre Loloian, porque mostra que o mercado de trabalho está respondendo às medidas macroprudenciais do governo federal, que incluem a elevação da taxa básica de juros e a contenção na oferta de crédito. As determinações, instituídas para reduzir a inflação, ainda não obtiveram sucesso nesse ponto, mas deixam os empresários temerosos com a incerteza do cenário doméstico, o que faz com que as contratações sejam suspensas.

Somada a isso, tem-se a questão cambial, muito favorecida pela alta taxa de juros, que torna o Brasil muito rentável para investimentos externos, principalmente no que diz respeito ao mercado especulativo, daí a enxurrada de dólares, que derrubam o custo da moeda e valorizam o real. Com isso, os produtos importados, em especial os asiáticos, continuam entrando com força no País, e a um custo muito baixo.

Para Loloian, a situação pode melhorar com o programa federal de estímulo à indústria Brasil Maior lançado no início de agosto que, dentre as medidas, prevê conceder desconto no IPI às montadoras que comprarem peças e componentes de fabricantes nacionais. "Nos últimos anos nós perdemos muitos elos da cadeia industrial, pois muito pouca coisa é fabricada aqui. A maior parte vem de fora e é apenas montada no País. Com o programa, mesmo que não sejam gerados muitos empregos diretos, as vagas nas cadeias automotivas serão preservadas."

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