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Promoções tentam conter queda


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

26/05/2010 | 07:00


As vendas de veículos novos caíram 19,8% na primeira quinzena do mês se comparadas ao mesmo período de abril. Nos primeiros 15 dias de maio, foram comercializadas 166.635 unidades contra 207.882 do mês anterior. A estabilização já era esperada, mas a queda de dois dígitos traz algumas preocupações e sinaliza o acirramento da competição entre fabricantes.

Para o consultor da ADK Automotive, Paulo Roberto Garbossa, as promoções e feirões vão se intensificar nos próximos dias para tentar fisgar o consumidor, principalmente aquele que está indeciso. Queda de juros, parcelamento ou prorrogação da entrada, além de alongamento de prazo dos financiamentos são algumas das estratégias para manter aquecidas as vendas.

A Ford, por exemplo, lançou a Mega Oferta - ação de vendas de veículos da linha 2011 com condição incomum na indústria. Com entrada de 50% no momento da compra, o consumidor paga a primeira parcela do financiamento só em janeiro de 2011 e pode optar por prazos de até 48 meses. Ainda há preços promocionais semelhantes aos praticados quando do benefício do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Uma das atrações é o EcoSport FreeStyle, equipado com série de itens de fábrica, entre eles ABS, air bag e direção hidráulica por R$ 57 mil.

O grande número de promoções confirma a previsão de que o mercado brasileiro iria ficar bastante acirrado entre as marcas nacionais e até mesmo estrangeiras. A expectativa do setor é de que as vendas fechem abril em torno de 220 mil unidades, número que, se confirmado, projeta crescimento de 7% do mercado nacional neste ano. "Esse é um ritmo adequado, pois afasta o risco de desabastecimento e consequente inflação. Além disso, torna o planejamento de montadoras e fabricantes de autopeças mais racional", diz Garbossa.

Para o consultor, o governo também continua monitorando o mercado e, em sua opinião, existe a hipótese de novos incentivos fiscais em caso de queda acentuada.

No acumulado do ano, as vendas somam 1.232.485 veículos contra 1.075.107 do ano anterior - representando crescimento de 14% em 2010. Para Garbossa, a base de comparação é ilusória, já que o mercado passava por profunda crise no primeiro trimestre de 2009.

USADOS - Propulsores da venda de carros novos, os usados acompanharam o ritmo de crescimento, embora a tendência ainda seja de queda nos preços. Na primeira quinzena de maio, as vendas cresceram 1,24% em relação a abril, de acordo com a Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos no Estado Estado de São Paulo).

Segundo a entidade, 76% dos veículos comercializados no período foram carros populares e 23,4% de segmentos superiores. As vendas de caminhões também registram alta de 2,5% no mesmo período. Já motocicletas tiveram queda de 2%. Segundo a Assovesp, para cada veículo novo vendido são comercializados sete usados.



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Promoções tentam conter queda

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

26/05/2010 | 07:00


As vendas de veículos novos caíram 19,8% na primeira quinzena do mês se comparadas ao mesmo período de abril. Nos primeiros 15 dias de maio, foram comercializadas 166.635 unidades contra 207.882 do mês anterior. A estabilização já era esperada, mas a queda de dois dígitos traz algumas preocupações e sinaliza o acirramento da competição entre fabricantes.

Para o consultor da ADK Automotive, Paulo Roberto Garbossa, as promoções e feirões vão se intensificar nos próximos dias para tentar fisgar o consumidor, principalmente aquele que está indeciso. Queda de juros, parcelamento ou prorrogação da entrada, além de alongamento de prazo dos financiamentos são algumas das estratégias para manter aquecidas as vendas.

A Ford, por exemplo, lançou a Mega Oferta - ação de vendas de veículos da linha 2011 com condição incomum na indústria. Com entrada de 50% no momento da compra, o consumidor paga a primeira parcela do financiamento só em janeiro de 2011 e pode optar por prazos de até 48 meses. Ainda há preços promocionais semelhantes aos praticados quando do benefício do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Uma das atrações é o EcoSport FreeStyle, equipado com série de itens de fábrica, entre eles ABS, air bag e direção hidráulica por R$ 57 mil.

O grande número de promoções confirma a previsão de que o mercado brasileiro iria ficar bastante acirrado entre as marcas nacionais e até mesmo estrangeiras. A expectativa do setor é de que as vendas fechem abril em torno de 220 mil unidades, número que, se confirmado, projeta crescimento de 7% do mercado nacional neste ano. "Esse é um ritmo adequado, pois afasta o risco de desabastecimento e consequente inflação. Além disso, torna o planejamento de montadoras e fabricantes de autopeças mais racional", diz Garbossa.

Para o consultor, o governo também continua monitorando o mercado e, em sua opinião, existe a hipótese de novos incentivos fiscais em caso de queda acentuada.

No acumulado do ano, as vendas somam 1.232.485 veículos contra 1.075.107 do ano anterior - representando crescimento de 14% em 2010. Para Garbossa, a base de comparação é ilusória, já que o mercado passava por profunda crise no primeiro trimestre de 2009.

USADOS - Propulsores da venda de carros novos, os usados acompanharam o ritmo de crescimento, embora a tendência ainda seja de queda nos preços. Na primeira quinzena de maio, as vendas cresceram 1,24% em relação a abril, de acordo com a Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos no Estado Estado de São Paulo).

Segundo a entidade, 76% dos veículos comercializados no período foram carros populares e 23,4% de segmentos superiores. As vendas de caminhões também registram alta de 2,5% no mesmo período. Já motocicletas tiveram queda de 2%. Segundo a Assovesp, para cada veículo novo vendido são comercializados sete usados.

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