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Alta de matéria-prima preocupa setor plástico


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

19/09/2007 | 07:11


O preço da nafta, derivado de petróleo que é a principal matéria-prima do setor petroquímico, disparou neste ano, trazendo preocupações às produtoras brasileiras de peças e embalagens de plástico.

De janeiro a agosto, a variação do insumo no Brasil foi de 27%, em dólares. Em reais, por conta da variação cambial, a oscilação foi um pouco menor, 16%, mas mesmo assim, bastante forte.

Segundo o consultor Otávio Carvalho, sócio da Maxiquim, a curva ascendente desse item, que se dá por conta da pressão dos preços do petróleo, deve continuar. “Devemos chegar a 38% de alta acumulada neste mês”, afirma.

Ele acrescenta que a Petrobras, que detém o monopólio da produção no País, acompanha as oscilações internacionais. Procurada, a estatal não quis se pronunciar nem sobre os reajustes praticados nem sobre novas altas.

Repasses - As petroquímicas consideram que os repasses aos clientes são inevitáveis. “A PQU é 100% dependente da nafta. Há uma forte pressão para recomposição das margens (de lucro)”, disse o diretor comercial da PQU (Petroquímica União), Marcelo Bianchi.

A companhia tem como principal produto o etileno, que é matéria-prima para a fabricação da resina plástica polietileno – que por sua vez é insumo para a produção de peças e embalagens de plástico.

“É legítimo e natural que as petroquímicas pensem em aumentos de preços”, afirma Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Suzano Petroquímica, que produz a resina polipropileno.

Para os produtores de peças de plástico, no entanto, a alta de insumos afeta a rentabilidade. “Para nós, repassar é mais complicado. Não temos poder de negociação”, afirma o presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Merheg Cachum. Isso porque grande parte dos transformadores são pequenas empresas.

O empresário José Jaime Salgueiro, da Resiplastic, de Mauá, endossa a dificuldade. Ele afirma que neste ano as resinas que adquire já subiram até 25%. “Só consegui elevar os preços em 2% a 4%.”



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Alta de matéria-prima preocupa setor plástico

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

19/09/2007 | 07:11


O preço da nafta, derivado de petróleo que é a principal matéria-prima do setor petroquímico, disparou neste ano, trazendo preocupações às produtoras brasileiras de peças e embalagens de plástico.

De janeiro a agosto, a variação do insumo no Brasil foi de 27%, em dólares. Em reais, por conta da variação cambial, a oscilação foi um pouco menor, 16%, mas mesmo assim, bastante forte.

Segundo o consultor Otávio Carvalho, sócio da Maxiquim, a curva ascendente desse item, que se dá por conta da pressão dos preços do petróleo, deve continuar. “Devemos chegar a 38% de alta acumulada neste mês”, afirma.

Ele acrescenta que a Petrobras, que detém o monopólio da produção no País, acompanha as oscilações internacionais. Procurada, a estatal não quis se pronunciar nem sobre os reajustes praticados nem sobre novas altas.

Repasses - As petroquímicas consideram que os repasses aos clientes são inevitáveis. “A PQU é 100% dependente da nafta. Há uma forte pressão para recomposição das margens (de lucro)”, disse o diretor comercial da PQU (Petroquímica União), Marcelo Bianchi.

A companhia tem como principal produto o etileno, que é matéria-prima para a fabricação da resina plástica polietileno – que por sua vez é insumo para a produção de peças e embalagens de plástico.

“É legítimo e natural que as petroquímicas pensem em aumentos de preços”, afirma Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Suzano Petroquímica, que produz a resina polipropileno.

Para os produtores de peças de plástico, no entanto, a alta de insumos afeta a rentabilidade. “Para nós, repassar é mais complicado. Não temos poder de negociação”, afirma o presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Merheg Cachum. Isso porque grande parte dos transformadores são pequenas empresas.

O empresário José Jaime Salgueiro, da Resiplastic, de Mauá, endossa a dificuldade. Ele afirma que neste ano as resinas que adquire já subiram até 25%. “Só consegui elevar os preços em 2% a 4%.”

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