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Concorrência da China ameaça fábricas de óculos


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

25/12/2005 | 09:10


A enxurrada de produtos da China no mercado brasileiro está fazendo vítimas entre os fabricantes de óculos. Para o presidente do Siniop (Sindicato Interestadual da Indústria Óptica do Estado de São Paulo), Rinaldo Dini, o setor poderá ser extinto nos próximos dez anos se o governo federal não adotar salvaguardas contra os chineses.

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No Grande ABC, foram fechadas na última década cinco companhias que fabricavam óculos. Restou a Metalzilo, com sede em Diadema, de propriedade de Dini. "As empresas mais fracas fecharam por causa dessa concorrência desleal dos produtos vindos da China. As que ficaram investiram em tecnologia, mas não estão apresentando crescimento", explica.

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Para tentar frear a invasão dos chineses, o Siniop protocolou no mês passado, na Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, um pedido de adoção de cotas de importação. Segundo o presidente da entidade, a secretaria ainda não emitiu um parecer. "O setor será extinto dentro em dez anos se o governo não determinar medidas de reserva de mercado", alerta Dini.

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Embora admita que alguns óculos chineses são de boa qualidade, ele ressalva que a grande maioria, quando chega ao consumidor, custa um quarto do preço do produto nacional. "Além disso, eles sonegam impostos porque declaram que o custo de fabricação dos produtos é de apenas US$ 0,02. Isso não é verdade. Assim, relativamente aos óculos nacionais, as empresas chinesas conseguem lucrar oito vezes mais que as brasileiras."

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No início de dezembro, o segmento de não-tecidos e tecidos técnicos (fabricante, entre outros, de fraldas geriátricas e infantis, lenços umedecidos e absorventes femininos) também enviou a Brasília um pedido de salvaguardas contra os produtos oriundos da Ásia.

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De acordo com Dini, os produtos Made in China abocanham 82% do mercado nacional - a indústria brasileira detém apenas 6%. "Começamos perder espaço desde 1997. O setor abrigava 300 empresas há dez anos. Hoje, o país tem 60 fabricantes", lamenta Dini. Em 2005, incluindo os importados, o setor estima vender 83 milhões de unidades no Brasil.

No Grande ABC, foram fechadas na última década cinco companhias que fabricavam óculos. Restou a Metalzilo, com sede em Diadema, de propriedade de Dini. "As empresas mais fracas fecharam por causa dessa concorrência desleal dos produtos vindos da China. As que ficaram investiram em tecnologia, mas não estão apresentando crescimento", explica.

Para tentar frear a invasão dos chineses, o Siniop protocolou no mês passado, na Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, um pedido de adoção de cotas de importação. Segundo o presidente da entidade, a secretaria ainda não emitiu um parecer. "O setor será extinto dentro em dez anos se o governo não determinar medidas de reserva de mercado", alerta Dini.

Embora admita que alguns óculos chineses são de boa qualidade, ele ressalva que a grande maioria, quando chega ao consumidor, custa um quarto do preço do produto nacional. "Além disso, eles sonegam impostos porque declaram que o custo de fabricação dos produtos é de apenas US$ 0,02. Isso não é verdade. Assim, relativamente aos óculos nacionais, as empresas chinesas conseguem lucrar oito vezes mais que as brasileiras."

No início de dezembro, o segmento de não-tecidos e tecidos técnicos (fabricante, entre outros, de fraldas geriátricas e infantis, lenços umedecidos e absorventes femininos) também enviou a Brasília um pedido de salvaguardas contra os produtos oriundos da Ásia.

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Dólar barato traz importados de volta à mesa do consumidor\n

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Hugo Cilo<br>Do Diário do Grande ABC\n
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Quem em dezembro passado substituiu a castanha pelo amendoim e o champagne importado pela sidra nacional conseguiu neste ano ousar um pouco mais na escolha dos artigos das ceias de final de ano. Esses dois produtos - ausentes das mesas de muitas famílias em função do preço - voltaram a figurar como vedetes das prateleiras dos supermercados.\n\n

Não é à toa. A desvalorização do dólar frente ao real derrubou preços de mercadorias estrangeiras. Vinhos chilenos, argentinos e franceses são exemplos de produtos que voltaram com força às gôndolas neste ano. O mesmo acontece com bacalhau, frutas secas, embutidos, panetones e frutas de época.

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Diante desse cenário, o consumidor se mostra receptivo. Em todos os segmentos importados as vendas cresceram nas últimas duas semanas, segundo as principais redes supermercadistas do país. Os eletrônicos lideram, mas têm logo atrás as cestas de Natal e as frutas secas.

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Se o barateamento dos importados seduz consumidores do Grande ABC na melhor data do ano para o comércio, também contribui para a redução dos valores dos nacionais, que não querem perder mercado nesta época. "Se levamos em conta a inflação do período, é fácil notar que houve queda de preço em muitas coisas e estabilidade em outras, o que já é motivo de comemoração, tanto pelos consumidores quanto para nós, que vendemos mais", explica o diretor do Carrefour Santo André, Jason Lima Filho.

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Segundo a Abint, entidade que representa o segmento em âmbito nacional, a invasão oriental no país foi a grande responsável pela queda no faturamento em 2005 ante 2004.



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