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Um buquê de orquídeas. A festa do Grande ABC. Fogos: a santinha está chegando. Trabalho? Não, terapia.


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

16/09/2021 | 04:06


Eu tinha os meus 10 anos (1923), a gente morava no bairro Piraporinha, num sítio com mata por todos os lados. No dia da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, meu pai disse que iam para a igreja de carroça, como sempre, mas aquele era um dia especial, então precisava enfeitar a carroça, pois tinha a Procissão dos Carroceiros.

Ele me pediu para ir até o mato e apanhar muitas parasitas (orquídeas) que davam nos galhos das árvores. Fui e voltei com várias delas, todas coloridas. Com elas, meu pai foi enfeitando a carroça. Ficou bem bonita.

Seguimos para a Matriz de São Bernardo – ainda era a igreja antiga. Todo mundo achou aquelas parasitas lindas demais e perguntaram se podiam ser doadas para o leilão da festa. Tiramos com todo o cuidado da carroça e, assim, foi feito um maravilhoso buquê para ser leiloado, alcançando um preço bem alto.

João Gava, aos 108 anos completados em abril

Nos registros iniciais desta festa, a Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, fundada em 1812, era a única Paróquia do ABC até 1911, portanto a Festa dos Carroceiros era a festa de toda a região. Podemos até dizer que a grande mãe Maria Santíssima é a grande mãe de todo este Grande ABC de hoje. Alguns dizem que é uma homenagem antiga, mas é muito atual e verdadeira.

Roberto e Míriam Vertamatti

O instante que podemos chamar de histórico é quando o andor transportando Nossa Senhora é levado pelas mãos da comunidade com muito entusiasmo e religiosidade.

Nadir e Geraldinho Castro

Comecei na Festa da Padroeira em 1995, a convite do festeiro Orlando Demarchi. Em 1998, minha filha passou por uma doença bem grave. Pedi muito a Nossa Senhora pela sua saúde. Recebi a graça. Ela se recuperou. Com isso, minha fé em Nossa Senhora aumentou ainda mais.
Na procissão, meu marido gostava de ir à frente e soltar fogos – era o anúncio de que a Santinha e os carroceiros estavam chegando.
Às vezes, a Procissão dos Carroceiros era bem longa: 7 km, 4 km, mas a gente nem sentia, pois era tudo muito bom.

Irene Sesmilo Jordan Gastaldo

Primeiro trabalhamos para cadastrar cavaleiros, carroceiros e charreteiros participantes da Procissão dos Carroceiros. Depois, passamos a ajudar fazendo as refeições para os envolvidos na festa e também ajudando nas barracas de quitutes da quermesse. Colaborarmos com esta festa é motivo de muita alegria, pois estamos homenageando Nossa Senhora e sempre no meio de muitos amigos. É como se fosse uma terapia. Essas atividades nos deixam muito felizes.

Beralino Pereira Guedes e
Maria José Guedes do Carmo  



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