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Vale tudo pelo time do coração? Claro!


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

14/09/2021 | 00:01


Até que ponto vai a loucura de um torcedor pelo seu time de futebol? São muitas as provas de amor que transcendem as arquibancadas: nomes de filhos, tatuagens e muitas outras. Mas viajar 20 horas de ônibus para acompanhar um jogo do lado de fora do estádio é uma das maiores mostras de paixão que já vi. Foi o que fizeram dois torcedores do Santo André neste último fim de semana. Caio César e Hugo Ribeiro, integrantes da Fúria Andreense, encararam 1.013 quilômetros de ônibus do Grande ABC até Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, na sexta-feira. No sábado, acompanhados de fãs do Caxias, foram a Bento Gonçalves apoiar o Ramalhão no primeiro jogo do mata-mata do Campeonato Brasileiro da Série D, contra o Esportivo, mesmo sem poderem entrar no Estádio Montanha dos Vinhedos. Junto dos colegas da Falange Grená e de um integrante da Leões da Fabulosa, uniformizada da Portuguesa, cantaram e apoiaram a equipe ramalhina. E, no fim das contas, saíram com a sensação de dever cumprido, afinal, o time venceu por 1 a 0.

Na opinião de Caio César, um dos que encarou a maratona e que chegaria hoje de volta a São Paulo, “os fins justificam os meios”. “Do lado de fora do estádio encontramos o Juraci (Catarino, diretor de futebol), que olhou para a gente com uma cara de ‘o que vocês estão fazendo aqui?’ Independentemente de poder ou não entrar no estádio, para a gente é indiferente. Nossa missão foi fazer com que os jogadores soubessem que estávamos lá e passar energia. E tenho certeza que essa presença influenciou no resultado, sim. Estamos juntos com o time”, destacou. “A gente ficou nove anos sem disputar nenhuma divisão nacional. Saímos daquele jogo contra o Metropolitano, em Blumenau, em 2013 (nas oitavas de final da Série D), e muita gente falou que o Santo André tinha acabado. Este ano fizemos um pacto que estaríamos presentes em todos os jogos que pudéssemos. Fomos para Rio de Janeiro, Sorocaba, Canindé. E estamos nos programando para a próxima fase, ansiosos para que dê certo. E vamos para Brasília ou Araraquara”, declarou o torcedor ramalhino, confiante no avanço às oitavas para encarar o vencedor de Brasiliense e Ferroviária. “Vamos continuar acompanhando até o fim, se Deus quiser até a final. Seja do Nordeste ou do Norte, faremos de tudo para estar presentes.”

No domingo, os andreenses acompanharam do lado de fora do Estádio Centenário justamente o embate entre Caxias x Portuguesa, pelo próprio mata-mata da Série D, com torcedores tanto da equipe gaúcha quanto o integrante da torcida do time paulista. Se sentaram em uma escadaria que dava visão da maior parte do campo e por lá ficaram. Ontem à tarde, subiram no ônibus para voltar à região.

DUELO BATATEIRO
São Luís, no Maranhão, foi palco de uma grande partida de exibição de tênis de mesa, no fim de semana, entre os são-bernardenses Hugo Hoyama e Gustavo Yokota. Um dos principais nomes da história da modalidade e um representante da nova geração mediram forças e, no fim das contas, melhor para o jovem, que venceu por 3 sets a 1. O embate, que integrou a programação do TMB Challenge Plus – que reuniu 800 atletas e teve organização da Federação Maranhense de Tênis de Mesa –, foi precedido por justos e merecidos aplausos aos esportistas.

“Foi a primeira vez que joguei contra ele e foi um prazer. É uma referência, maior medalhista em Jogos Pan-Americanos no tênis de mesa. Era uma exibição, então nossa meta era fazer partida para motivar a galera que estava assistindo. Ele está praticamente aposentado, já passou dos 50 anos, já eu continuo na ativa, treinando em Santo André e disputando competições do circuito nacional. Foi sensação gostosa, com público, cobertura de televisão. Tenho de reconhecer que ele, apesar da idade, continua muito habilidoso, fez jogadas sensacionais e pude sentir um pouco de sua categoria”, destacou Yokota.

O jovem, que recentemente lançou o Manual do Tênis de Mesa, falou sobre a diferença de estilo entre eles. “Ele é caneteiro, eu sou clássico, ele é mais atacante e eu defensivo. Serve como referência para a juventude, mas vou tentar trilhar meu próprio caminho, como Gustavo Yokota”, planejou o mesa-tenista, que também é treinador da equipe andreense. 



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