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Estado cobra 1 mi de vacinas da Astrazeneca do Ministério da Saúde

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

10/09/2021 | 05:34


O governo do Estado divulgou ontem que ao menos 1 milhão de doses da Astrazeneca que deveriam ter sido enviadas para São Paulo pelo Ministério da Saúde ainda não chegou. O lote teria que estar à disposição desde o início do mês e seria direcionado para a aplicação da segunda dose para pessoas que receberam o primeiro imunizante há 12 semanas. De acordo com o Estado, a situação vai provocar “apagão” na imunização dos 645 municípios paulistas, mas as prefeituras do Grande ABC disseram que mantêm estoques do imunizante e não foram afetadas com a falta de doses.

A Secretaria de Estado da Saúde disse que cobrou na última semana o Ministério da Saúde o envio das doses para completar o esquema vacinal, conforme a bula do fabricante e diretriz do PNI (Programa Nacional de Imunizações). Novo ofício foi enviado à pasta federal ontem.

De acordo com o Estado, além destas 1 milhão de doses, São Paulo precisa receber cerca de 3,2 milhões de vacinas da Astrazeneca para concluir os esquemas vacinais até outubro. Desse total, 1,4 milhão precisam chegar até o dia 20. Mais 1,27 milhão devem ser recebidas até a primeira quinzena do próximo mês e outras 465 mil até o fim de outubro.

“Em eventual indisponibilidade de mais remessas da Astrazeneca, o Estado aguarda envio imediato de doses da Pfizer para suprir esta demanda e concluir os esquemas em conformidade com a solução de intercambialidade indicada pelo próprio PNI do Ministério da Saúde”, informou o Estado, por meio de nota.

Regiane de Paula, coordenadora do PEI (Plano Estadual de Imunização), mostra preocupação com o atraso que a falta de imunizantes pode gerar. “O não envio destas doses descumpre uma obrigação do Ministério da Saúde das vacinas necessárias à imunização complementar das pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina. A segunda dose é fundamental para o enfrentamento da pandemia e garantir proteção total para a população”, destaca a coordenadora.

As prefeituras de São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires garantiram que possuem em estoque doses suficientes para completar a imunização dos munícipes que iniciaram o esquema vacinal há 12 semanas. Santo André e Rio Grande da Serra não responderam à demanda.

De acordo com o Ministério da Saúde, a pasta não está devendo lotes da Astrazeneca para São Paulo. “Até o momento foram entregues ao Estado 12,4 milhões de dose 1 e 9,2 milhões de dose 2 da Astrazeneca. As 2,8 milhões de doses não foram enviadas porque o prazo de intervalo entre a primeira e segunda dose só se dará no fim do mês”, destacou o ministério, em nota.

Ainda segundo a pasta federal, dados inseridos por São Paulo no LocalizaSUS mostram que o Estado utilizou como primeira dose vacinas destinadas à segunda dose e essa é a razão da falta de imunizantes. 



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