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No Anhagabaú, oposição promove ato encolhido

Protestos da esquerda serviram de contraponto a Bolsonaro, mas adesão ficou aquém das estimativas


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

07/09/2021 | 21:18


No mesmo dia em que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram às ruas em defesa do governo, com sustentação de pautas autoritárias e antidemocráticas, movimentos sociais e partidos de esquerda promoveram atos em 26 capitais e no Distrito Federal.

Na Capital paulista, a manifestação reuniu 15 mil pessoas no Vale do Anhagabaú, segundo estimativas da Secretaria estadual de Segurança Pública. A adesão ficou aquém do esperado e muito abaixo da participação pró-governo registrada na Avenida Paulista, de 125 mil pessoas, conforme a PM (Polícia Militar).

Batizado de Grito dos Excluídos, o protesto, que ocorre anualmente no dia 7 de Setembro, teve como foco o contraponto aos atos bolsonaristas, que também se espalharam Brasil afora, e aos flertes do presidente com o golpismo.

Além da defesa da democracia e das instituições, os manifestantes criticaram o desemprego, a inflação dos alimentos e o negacionismo de Bolsonaro no combate à pandemia de Covid-19. O ato no Anhagabaú reuniu figurões da esquerda, como os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), ex-prefeito da Capital, e Guilherme Boulos (Psol), líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e candidato a prefeito em 2020.

Em seu discurso, o petista afirmou que ali estavam os defensores da democracia, enquanto os que estavam na Avenida Paulista apoiavam a ditadura e o fascismo. “Depois de três anos de destruição dos empregos, da vida e da esperança, o que essas pessoas estão fazendo na Paulista? Por que não estão aqui com a gente?”, questionou Haddad, que acusou Bolsonaro de “defender a filharada” e afirmou que o dia do presidente “responder na Justiça está chegando”.

Na sequência, foi a vez de Boulos. Segundo ele, o 7 de Setembro ajudou a mostrar que a esquerda não vai “deixar a rua para eles”. “Nós não temos medo de ameaças golpistas. O medo está do lado de lá. O medo é do Carluxo (vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente), que deve ser preso logo mais”, completou.

A manifestação começou com ato ecumênico, reunindo representantes de diversas crenças (católicos, evangélicos, religiões africanas e outras). A ação teve como mote o combate à fome. Nas falas do padre Antônio Alves, o presidente Jair Bolsonaro foi chamado de “assassino” e “genocida” por “tirar o pão do povo”.

Presidente do PT paulista, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho afirmou que declarações de Bolsonaro “mostram um presidente fragilizado, isolado, desesperado para falar apenas para os seus”. “Bolsonaro acena claramente com a possibilidade de rompimento democrático. As instituições têm que responder à altura”, defendeu o dirigente. (com Agências) 



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