Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 6 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

diarinho@dgabc.com.br | 4435-8396

Amazônia: o coração do Brasil

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A maior floresta do planeta sofre com os desmatamentos e está ‘encolhendo’ devido à ação do homem


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

05/09/2021 | 00:01


A Amazônia é a região do planeta que tem a maior biodiversidade do mundo, ou seja reúne a maior quantidade de espécies animais e vegetais. Esse é motivo mais do que suficiente para merecer cuidados. E não ficar exposta à ação de pessoas que, ilegalmente, cortam árvores para vender ou para formar pastos para a criação de gado, ou devastam o solo em busca de ouro e outros mineirais. 

Importante demais para o planeta, a floresta possui território de aproximadamente 5 milhões de quilômetros quadrados, mais de 4.000 espécies de animais, média de 2.500 tipos de árvores, mais de 40 mil variedades de plantas e 2,5 milhões de espécies de insetos. 

Segundo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a extensão da chamada Amazônia legal equivale a 58,9% do território brasileiro.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) aponta que na Amazônia existem 76 mil indígenas, que estão divididos em 350 comunidades ou aldeias e que pertencem a 18 povos. Eles dependem da floresta para tirar seu sustento e manter costumes e tradições, que datam de antes da descoberta do Brasil pelos portugueses, em 1500.

Embora existam leis que deveriam protegê-la, a Amazônia sofre com a ação de pessoas que invadem sua área. Essa intervenção, que deveria ser controlada pelas autoridades, gera o desequilíbrio do meio ambiente. Uma das consequências é a elevação da temperatura do planeta, chamado de aquecimento global.

A conscientização é uma das formas de manter a floresta viva. As crianças têm papel importante nisso. Elas precisam consicentizar seus pais da importância que a floresta tem para o planeta e exigir que o governo atue para evitar o desmatamento. Além disso, é preciso escolher produtos fornecidos por empresas que respeitem o meio ambiente.

OLHAR MUNDIAL

A proteção das florestas e rios é vista com bons olhos pela comunidade mundial. Bem como o desrespeito merece repúdio. Produtos originários de áreas em que se respeita a natureza têm mais valor e são os preferidos pela comunidade mundial. Por outro lado, há rejeição aos que não observam as boas práticas. 

Na sexta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que seu país não importa mais soja que seja fruto do desmatamento, “sobretudo na Amazônia”. A declaração foi dada durante discurso no evento World Conservation Congress, em Marselha. As críticas do país europeu à destruição ambiental, sobretudo no Brasil, são um entrave para a concretização do acordo comercial entre União Europeia, aliança que reúne a maioria dos países da Europa, e Mercosul, que une as nações da América do Sul, dentre elas o Brasil.

Macron já havia tratado da questão anteriormente. Em janeiro deste ano, por exemplo, ele considerou que depender da soja brasileira seria “endossar o desmatamento”, tendo sido alvo de contestações do governo do Brasil. 

A Amazônia é um patrimônio brasileiro e mundial que tem de ser cada vez mais protegido. 

Área destruída chega a 10.476 quilômetros

De acordo com as informações do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), de agosto do ano passado até julho de 2021, a área de floresta destruída na Amazônia atingiu 10.476 quilômetros quadrados. Essa total equivale a nove vezes a cidade do Rio de Janeiro. É muita coisa. 

Infelizmente, a Floresta Amazônica vem sendo castigada em maior ritmo dos últimos dez anos. Em julho de 2021, foram desmatados 2.095 quilômetros quadrados, sendo 80% a mais do que no mesmo mês em 2020.

Para se ter uma ideia, se comparado, essa área é maior do que a cidade de São Paulo e representa o pior resultadopara o mês na década. Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses também foi o maior desde o ano de 2012.

Ainda segundo o levantamento do Imazon, com relação aos Estados, o Pará foi o que mais desmatou em julho, com 771 quilômetros quadrados de floresta destruídos, o que representa 37% do registrado em todo o bioma, que é o conjunto de seres animais e vegetais de um determinado local.

Além disso, sete das dez terras indígenas e cinco das dez unidades de conservação mais atingidas pelo desmatamento no período estão em solo paraense.

O cenário é tão preocupante que ainda é preciso ressaltar que a destruição da floresta segue avançando pelo Sul do Amazonas. o que fez o Pará ficar em segundo lugar no ranking dos que mais desmataram em julho. No período, foram devastados 402 quilômetros quadrados em solo amazonense.

Em seguida, o terceiro Estado que mais desmatou em julho foi Rondônia, com 319 quilômetros (15%), e o quarto foi o Acre, com 313 quilômetros quadrados (15%). Esses dois estados ultrapassaram o Mato Grosso, que vinha em terceiro lugar nos últimos meses, mas em julho registrou desmatamento de 203 quilômetros (10%), ficando em quinto no ranking.

A análise ainda mostra que 63% dos desmatamentos ocorreram em áreas privadas, 23% em assentamentos – unidades agrícolas –, 11% em unidades de conservação e 3% em terras indígenas.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;