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Pequenos negócios lideram abertura de vagas em julho

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Setor de serviços, com 94,2 mil postos de trabalho criados, foi o que teve maior expansão entre micro e pequenas


Da ABr

07/09/2021 | 00:01


Do saldo total de 316.580 novas contratações feitas em julho, pouco mais de 72%, o que dá 229.368 empregos formais, foram gerados por micro e pequenas empresas. Os dados são do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com base nas estatísticas do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), atualizadas mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Entre as médias e grandes empresas, o saldo de empregos gerados em julho foi de 73.694 vagas, o que representa 23,3% do total. No mesmo período, a administração pública realizou 712 contratações (0,22%).

O Sebrae considera como microempresa aquela que tem até nove empregados, no caso dos setores agropecuário, de comércio e serviços. Na indústria, as microempresas são aquelas com até 19 empregados. Já as pequenas são as que possuem entre 20 e 99 empregados, no caso do setor industrial; ou de 10 a 49 funcionários (agropecuária, comércio e serviços).

No acumulado de 2021, os dados do Novo Caged mostram que já foram criados no Brasil mais de 1,8 milhão de postos de trabalhos formais. As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 1,3 milhão (70%) dessas vagas, enquanto as médias e grandes geraram pouco mais de 413 mil (22%). Para se ter uma ideia, em 2020, o saldo formal na geração de empregos foi negativo para os pequenos negócios, com o fechamento de 679 mil postos de trabalho.

SERVIÇOS

O setor de serviços, que foi um dos mais atingidos pela pandemia de Covid-19, tem mostrado sinais de recuperação e foi o segmento que mais realizou novas contratações em julho.

De acordo com levantamento feito pelo Sebrae, das mais de 229 mil novas vagas criadas pelas micro e pequenas empresas nesse período, 94,2 mil foram do setor de serviços, o que corresponde a 42% dos novos postos de trabalho criados pelos pequenos negócios.

Para o Sebrae, o resultado confirma uma tendência que já havia sido verificada na última sondagem das micro e pequenas empresas, realizada mensalmente pela entidade em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Entre os fatores que impulsionam o setor estão o aumento da vacinação e a redução dos casos de Covid-19.

Além do segmento de serviços, todos os outros setores da economia entre micro e pequenas empresas apresentaram resultados positivos na criação de emprego. O comércio foi responsável por 65,8 mil novos postos de trabalho, seguido pela indústria da transformação (36,5 mil), construção civil (26,2 mil) e agropecuária (4.000).



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