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População de rua aumenta 46,1% no Grande ABC

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Levantamento feito pelo Diário leva em consideração números a partir da pandemia do novo coronavírus


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

06/09/2021 | 00:01


O número de pessoas que vivem nas ruas do Grande ABC aumentou 46,1%, aponta levantamento do Diário, traçando comparativo entre 2020 e 2021. E a crise sanitária relativa à pandemia da Covid-19 aparece como motivo central para isso. Em números absolutos, no ano passado viviam 702 pessoas nas ruas dos sete municípios. Já neste ano, esta população saltou para 1.026. Os dados são referentes a Santo André, São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires, que atenderam à demanda da reportagem.

São Bernardo é a cidade onde mais se concentra a população de rua, com 471 pessoas nesta condição atualmente. No ano passado, a quantidade de pessoas em situação de vulnerabilidade era de 360. Ou seja, aumento de 30,8% no total desta camada de população.

Em Diadema, por exemplo, o número também saltou. Passou de 153 pessoas no ano passado, para 200 em 2021, o que equivale aumento de 30,7% na população de rua.

Já em Ribeirão Pires, única estância turística do Grande ABC, o número de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade também aumentou. Se em 2019, antes da pandemia, esse número era de 35, a quantidade aumentou para 44 em 2020 e saltou 55 neste ano. Assim, nestes três anos, houve aumento de 57,1%. Santo André, por sua vez, informou que o número desta população na cidade, ao menos nos três últimos anos, se manteve “flutuante” em 300 pessoas.

NÚMERO PODE SER MAIOR
Conforme o advogado, especialista em direitos humanos e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Ariel de Castro Alves, o número de pessoas que integram a população de rua pode ser ainda maior, já que ele acredita em subnotificação do poder público. “Houve aumento significativo de famílias em situação de rua. Em geral, aquelas que perderam empregos e renda e não conseguem pagar aluguel”, declarou Castro Alves. “(As prefeituras) Precisam, principalmente, manter programas de moradia e de geração de renda voltados às pessoas em situação de rua para amenizar a situação”, avaliou o especialista.

ALTERNATIVA
Os municípios da região mantêm projetos voltados para o abrigo da população que vive às margens das vias da região. As abordagens tendem a ser intensificadas durante o inverno, especialmente nas noites de frio intenso. Além disso, as administrações oferecem cobertores e alimentação.

São Bernardo, por exemplo, oferta 150 vagas, por meio do Centro de Acolhimento, enquanto Diadema disponibiliza 70 vagas através do Centro POP (Centro de Referência Especializada para a População de Rua). Por fim, Santo André mantém 160 vagas de abrigo em três unidades de acolhimento.

VISÍVEIS
Não tem sido difícil avistar pessoas pedindo algum tipo de ajuda nos faróis das cidades do Grande ABC desde o início da pandemia. Muitos vendem algum tipo de item ou guloseima durante a luz vermelha do semáforo. Um deste é o venezuelano Juan Romero, 26 anos, que segura um papelão pedindo ajuda financeira em meio aos carros que passam peva Avenida Jurubatuba, em São Bernardo. O cozinheiro veio de Caracas com intenção de garantir melhores condições de vida. “Estou aqui no farol debaixo de chuva e de sol pedindo para que me ajudem. Assim consigo comer”, afirmou ele, que tem conseguido arrecadar R$ 40 por dia no farol. “Já me ajuda muito.” 



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