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Brasil já iguala medalhas de ouro do Rio-2016

Reprodução/Twitter/Time Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


31/08/2021 | 09:05


Maria Carolina Santiago voltou a ter excelente desempenho numa prova da Paraolimpíada de Tóquio. A nadadora brasileira já tinha um ouro e um bronze no Japão, e conquistou mais uma medalha dourada, agora nos 100 metros livre da classe S12 (atletas com deficiência visual, mas que não são totalmente cegos). A conquista faz o Brasil igualar o número de campeões da edição dos Jogos do Rio-2016, que foram 14. Nos 200m medley da classe S14 (deficientes intelectuais), Gabriel Bandeira ficou em segundo lugar e subirá ao pódio pela quarta vez - ele já tinha uma medalha de cada cor.

Maria Carolina não era considerada favorita na prova, posto da russa Daria Pikalova. Na saída, quem assumiu a ponta foi a britânica Hannah Russell, mas a atleta já virou na primeira colocação 16 centésimos de segundo à frente das duas. Maria Carolina conseguiu manter a vantagem e levar a medalha de ouro, com o tempo de 59s01, enquanto Pikalova ficou com a prata (59s13) e Russell com o bronze (1min00s25).

A prova de Gabriel Bandeira veio logo na sequência. Na primeira piscina, com nado borboleta, Gabriel terminou na primeira posição. Porém, o brasileiro não foi bem nos nados peito e costas, terminando a segunda e terceira parciais na quarta colocação. Bandeira conseguiu se recuperar muito bem nos últimos 50m, nado livre, e fechou na segunda colocação, com o tempo de 2min09s56.

O ouro foi para o principal rival de Gabriel em Tóquio, o britânico Reece Dunn, que quebrou o recorde mundial ao marcar 2min08s02. Completou o pódio o ucraniano Vasyl Krainyk, bronze, com 2min09s92.

Com a medalha de ouro de Maria Carolina, o Brasil já igualou o número de ouros conquistados na Paraolimpíada do Rio, em 2016, que foi 14, embora esteja atrás no total de pódios. Com mais cinco dias de competições em Tóquio, é possível que o Brasil busque o melhor resultado da história, as 21 medalhas douradas conquistadas em Londres-2012.



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