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Diadema reduz merenda escolar e oferece leite, bolo e fruta às crianças

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Famílias questionam decisão, justificada pela cautela com a pandemia; especialistas criticam


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

31/08/2021 | 00:01


A Prefeitura de Diadema passou a ofertar, desde o dia 17 deste mês, somente leite, fruta e bolo como merenda às crianças matriculadas na educação infantil e ensino fundamental da rede. A decisão será válida até o fim do ano e foi justificada pelo governo municipal como prevenção à pandemia da Covid, já que a opção visa menor manipulação do alimento.

A mudança do cardápio causou indignação nos pais e responsáveis, sobretudo porque, segundo as famílias, há menores que vivem em situação de vulnerabilidade e só têm a refeição escolar no dia a dia. Além disso, as famílias informaram que as crianças só recebem esse lanche ao longo do período.

O ofício da Prefeitura, por sua vez, informa que “pelo período de adaptação ao retorno presencial, após mais de 16 meses sem aula e ainda com atendimento de apenas 25% dos alunos, as unidades escolares receberão alimentação seca”. O documento diz ainda que “o cardápio supre 20% das necessidades nutricionais diárias de energia e macronutrientes para os alunos da educação infantil e ensino fundamental conforme o artigo 18 da Resolução número 6 de 8 de maio de 2020 do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e atende também à recomendação de oferta de alimento fonte de vitamina A”. Na íntegra, o parágrafo da resolução diz que a escola tem de ofertar “no mínimo 20% das necessidades nutricionais diárias de energia e macronutrientes, quando ofertada uma refeição, para os demais estudantes matriculados na educação básica, em período parcial”.

Para a nutricionista especializada em nutrição materno-infantil, clínica e ortomolecular Juliana Fagiani, a decisão é “polêmica”, sobretudo porque, “de qualquer maneira”, o alimento ofertado terá manipulação de funcionário. “O alimento em si não passa Covid. Mas se quem manipula esse alimento coloca a mão na máscara, ou tosse, por exemplo, pode passar (a Covid) para o alimento. Então, o mesmo risco que teria para qualquer alimento, tem para o bolinho, para o leite, e, principalmente, para fruta, que tem de ser higienizada”, explicou a profissional. “Para manipular leite, fruta e bolinho também poderiam manipular um pão ou algum alimento menos industrializado”, completou Juliana.

“Quanto a esse 20% das necessidades nutricionais tem de ver diversos aspectos, como, por exemplo, se o leite é puro ou não”, disse a nutricionista, explicando que é preciso entender qual o cálculo oficial feito pela Prefeitura. “E se servir arroz e feijão é um risco de contaminação, tirar a máscara para comer o lanche também é”, frisou a especialista.

Também nutricionista, Vivian Roberta Pian frisou ainda que “essa alimentação pode ser válida para os lanches intermediários, e não para as refeições principais. (Se substituir por almoço) É um absurdo. Outra coisa que tem de ver é se vão variar as frutas ou se será todos os dias a mesma. Tem pandemia a criança não come? Tem que ter boas práticas de manipulação de alimentos, sim, mas não a falta deles”, criticou a especialista.

Questionada, a Prefeitura informou que, neste momento de retorno gradual das aulas presenciais, os estudantes vão apenas uma vez por semana para a escola, onde oferecem lanche seco “devido ao horário reduzido de frequência”. Em nota, a administração municipal afirmou que “o cardápio está organizado e, conforme o aumento do período de permanência na escola, a alimentação será adequada a suprir as necessidades nutricionais dos estudantes”, ressaltando ainda que o cartão alimentação, no valor de R$ 50, “não foi suspenso nem será enquanto durar o período pandêmico”. 



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