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Para Luiz Fernando, liderar 1ª secretaria é vitória do Grande ABC

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Deputado diz que regressar à mesa diretora da Assembleia mostra força da região no debate estadual e enaltece papel do Legislativo na pandemia


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

28/08/2021 | 00:19


Pela segunda vez eleito primeiro secretário da mesa diretora da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) disse que regressar ao posto, feito inédito entre políticos do Grande ABC, representa vitória da região, desmistificando a tese de que as sete cidades têm pouco peso político nos debates em âmbito estadual.

O petista, que tem base eleitoral em São Bernardo, esteve como primeiro secretário entre 2017 e 2019, quando o presidente da casa era Cauê Macris (PSDB) – atual secretário-chefe da Casa Civil do governador João Doria (PSDB). Agora, divide a missão de comandar o Legislativo com Carlão Pignatari (PSDB), atual mandatário do Parlamento. O deputado Rogério Nogueira (DEM) é o segundo secretário.

“Temos jogado muito juntos, Carlão, eu e o Rogério, para dar protagonismo à Assembleia, amplificando o processo de modernização da casa. Batalhamos muito pela redução de custos, seja das mínimas despesas aos grandes contratos. Isso nos possibilitou, pela primeira vez na história, a antecipar a devolução do duodécimo ao governo do Estado, em R$ 20 milhões, vinculando o dinheiro para ações de combate à fome. E falo sem medo de errar que o Legislativo de São Paulo está à frente do Executivo na execução de ações para minimizar os impactos da pandemia de Covid-19”, comentou. “E o fato de eu estar como primeiro secretário é uma vitória da nossa região, da regionalidade.”

Em visita à sede do Diário, Luiz Fernando afirmou que houve maturação do debate político dentro da Assembleia depois de um início de legislatura turbulento – eram constantes os bate-bocas que viralizavam nas redes sociais entre parlamentares da ala bolsonarista com os da esquerda e até os decanos da casa. “Nunca o conselho de ética foi tão acionado. Mas esse mesmo conselho de ética, como é de sua função, serviu para moderar os discursos. Era tudo muito novo para muita gente que tinha acabado de chegar lá. Hoje vejo o debate mais qualificado e que tende a se manter assim, mesmo com a proximidade da eleição”, considerou. “Os ânimos estão mais calmos. Evidentemente que há deputado que joga para torcida. Mas é comum vários desses virem falar com a gente que adotam essa postura para não perder o eleitorado.”

Sobre as perspectivas eleitorais do PT no Estado, o deputado vê o momento como o mais favorável para o partido na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. Ele apontou o potencial candidato do partido, Fernando Haddad (PT), como o nome mais preparado que o petismo lançará na disputa paulista e assegurou que a legenda está se preparando para afinar o diálogo com o Interior. Até por isso, segundo Luiz Fernando, o panorama perfeito seria que o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos (Psol), retirasse sua pré-candidatura ao Estado para compor com Haddad na condição de vice.

“O Boulos seria um grande vice. E, além de todo o preparo do Haddad, há o fator Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT), que só não ganha a eleição presidencial se for preso ou derem algum golpe na democracia. O sucesso de Lula influencia muito nas demais candidaturas. As próprias bancadas do PT de deputados federais e estaduais tendem a ser muito beneficiadas pela onda que o Lula vai produzir”, comentou. “Essas figuras do PSDB comandam o Estado desde (Franco) Montoro (MDB, em 1982). Será a primeira vez que sairão divididos. É a grande oportunidade para a esquerda”, adicionou o petista, em referência à crise entre Doria e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

‘Nome a 2024 é Marinho; se ele achar que devo ir, irei’

O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) defendeu que o ex-prefeito Luiz Marinho, atual presidente paulista do PT, seja o candidato do partido na eleição à Prefeitura em 2024, na sucessão de Orlando Morando (PSDB), porém, disse que, se Marinho e o PT entenderem que é momento de apostar em seu nome na corrida municipal, ele estará à disposição.

“Para mim, o nome mais preparado é o do Marinho. Foi ministro, prefeito com a melhor gestão que São Bernardo já viu. Mas se o Marinho e o PT avaliarem que posso contribuir, estou pronto para qualquer desafio”, considerou.

Dentro do petismo são-bernardense, após a derrota de Marinho na eleição do ano passado para Morando ainda no primeiro turno, começou a ganhar corpo debate sobre o lançamento de figura que não tenha sua atuação política vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Na cidade, o PT sempre recorreu a quadros da entidade para disputar a Prefeitura – casos de Mauricio Soares, Wagner Lino, Vicentinho, Djalma Bom, Tarcisio Secoli e Marinho.

“Evidentemente que tenho um outro perfil, mas decidi fazer a luta política em um partido que teve sua origem na base sindical. Eu nunca dei esse passo à frente buscando me beneficiar de alguma maneira da política. Política é cargo, não encargo; é ônus, não bônus. É trabalhar incansavelmente pela redução das desigualdades. E se dentro desse contexto entenderem que devo ser o representante, estou aqui. Mas, para mim, o melhor candidato é Luiz Marinho”, avaliou.

Sobre o pleito do ano que vem, Luiz Fernando vê melhor contexto para se reeleger na Assembleia. Ele relembrou que em 2014, em sua primeira vitória, havia muito conflito contra o PT e a então presidente Dilma Rousseff (PT), cenário amplificado em 2018. “Mas não quer dizer eleição ganha.” 



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