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Grande ABC registra aumento nas mortes por Covid em idosos

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em junho, pessoas com 60 anos ou mais representavam 46,3% de todos os óbitos causados pelo coronavírus e agora já são 49,2%


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

26/08/2021 | 00:01


O número de pessoas com 60 anos ou mais vítimas da Covid voltou a crescer no Grande ABC, reforçando a necessidade da aplicação da terceira dose da vacina contra o coronavírus. Levantamento do Diário junto às prefeituras mostrou que em agosto os moradores desta faixa etária representam 49,2% de todos os óbitos que ocorreram em razão da doença em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires – Mauá e Rio Grande da Serra não responderam. Em julho, a representatividade foi de 47,8% e em junho, de 46,3%.

No recorte levando em consideração informações apenas de Santo André, São Bernardo e São Caetano, a situação é ainda pior. Atualmente, os óbitos de pessoas com 60 anos ou mais representam 64,9% das mortes por Covid nas cidades, contra 47,8% de julho e 46,3% registrados em junho.

O aumento confirma na prática estudo recente feito por pesquisadores do Reino Unido que comprova a diminuição da eficácia dos imunizantes da Pfizer e da Astrazeneca seis meses após a aplicação da segunda dose, o que motivou o Ministério da Saúde a propor o reforço da vacinação nos idosos a partir de setembro.

O estudo britânico ZOE Covid apontou que, no caso da vacina da Pfizer, a eficácia um mês após a segunda dose, que é de 88%, cai para 74% passados cinco ou seis meses. Para o imunizante da Astrazeneca, a eficácia caiu de 77%, um mês depois, para 67% após quatro ou cinco meses.

“Não podemos só esperar para ver a proteção diminuir lentamente, enquanto os casos ainda estão altos e a chance de infecção também ainda está alta”, disse Tim Spector, cofundador da ZOE e principal autor do estudo.

O Reino Unido e outras nações europeias estão planejando campanha de reforço de vacina contra Covid ainda em agosto desde que especialistas disseram que pode ser necessário administrar a terceira dose aos idosos e aos mais vulneráveis.

O governo dos Estados Unidos está se preparando para oferecer terceiras doses de reforço, a partir de setembro, aos norte-americanos que receberam suas doses iniciais há mais de oito meses. “Isso é um lembrete de que não podemos contar só com as vacinas para evitar a disseminação da Covid-19”, disse Simon Clarke, professor associado de microbiologia celular da Universidade de Reading, do Reino Unido, que não se envolveu com o estudo.

Outra pesquisa realizada em Israel também mostra a queda de eficácia dos imunizantes com o passar dos dias. Autoridades de saúde de Israel apontam que a eficácia da vacina da Pfizer começa a diminuir seis meses após a aplicação do fármaco. Desde o dia 12 de agosto Israel passou a aplicar a terceira dose da vacina Covid-19 em pacientes com risco imunológico para fortalecer as defesas do organismo contra o vírus. “Há evidências crescentes de que pacientes imunossuprimidos não desenvolvem nível satisfatório de anticorpos mesmo após duas doses da vacina contra o coronavírus. Alguns podem desenvolver esses anticorpos somente após três doses ”, disse em nota o ministério da saúde local. 



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