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Estado aplica terceira dose em idosos a partir do dia 6

André Henriques / DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Serão contempladas as pessoas com 60 anos ou mais e que foram imunizadas há pelo menos seis meses


Anderson Fattori

26/08/2021 | 06:16


O Estado de São Paulo vai começar a aplicar a terceira dose da vacina contra a Covid no dia 6 de setembro. O anúncio foi feito ontem pelo governador João Doria (PSDB) poucas horas depois de o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgar que o reforço da imunização será feito em todo o Brasil a partir da segunda quinzena de setembro. Em São Paulo serão contemplados moradores com 60 anos ou mais e vacinados há pelo menos seis meses, em público estimado de 900 mil pessoas. Já no restante do País terá direito quem tem a partir de 70 anos e os indivíduos imunossuprimidos (com enfraquecimento do sistema imunológico).

“Desde a semana passada, o comitê científico vem discutindo com a área da saúde a proteção das pessoas com mais idade. Essa decisão foi finalizada hoje (ontem) pela manhã para aumentar a proteção das pessoas com mais de 60 anos”, comentou João Doria.

O objetivo do reforço é ampliar a proteção contra o coronavírus, especialmente contra a variante delta, que tem sobrecarregado o sistema de saúde do Rio de Janeiro. Além disso, estudos mostram que há queda na proteção adquirida com as duas primeiras doses depois de seis meses. “Além de proteger a população adulta com a cobertura de segunda dose, é importante também aumentar a imunização dos grupos mais vulneráveis, que têm maior chance de, eventualmente, ter um quadro mais grave, com uma dose adicional. Após seis meses, há evidência de uma possível queda de proteção e isso se aplica a todos os imunizantes”, afirmou Paulo Menezes, coordenador do comitê científico.

O Ministério da Saúde afirmou que a terceira dose será feita, preferencialmente, com o imunizante da Pfizer, mas no caso de faltar vacinas podem ser utilizados os fármacos da Astrazeneca ou da Janssen. Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas disse que a exclusão da Coronavac no planejamento da terceira dose foi uma decisão política. “A Coronavac acrescenta, como terceira dose, aumento de até cinco vezes a estimulação de anticorpos, então isso (de excluir a vacina do instituto) não está baseado em regra técnica, é uma preferência do ministro para atingir a Coronavac”, reclamou Dimas, em entrevista ao UOL. “O nosso contrato com o MS (Ministério da Saúde) vence neste mês. Vamos entregar as 100 milhões de doses e não temos programação de entregar mais doses”, finalizou.

De acordo com o governo do Estado, não é necessário fazer novo cadastro no site Vacina Já (www.vacinaja.sp.gov.br) para a dose adicional, basta que os idosos compareçam aos postos de vacinação onde receberam os dois primeiros imunizantes para obter o reforço.

OMS É CONTRA

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países adiem a aplicação da terceira dose para que os insumos possam chegar a países onde nem mesmo os profissionais de saúde e as populações de risco foram protegidos ainda.
Em entrevista coletiva, Tedros destacou que, atualmente, apenas dez países alcançaram cobertura vacinal de 75% contra a doença. Segundo ele, a maior parte das nações de baixa renda sequer atingiu a marca de 2% da população imunizada. “O que está claro é que é urgente aplicar a primeira dose e proteger os mais vulneráveis antes que as terceiras doses sejam distribuídas.” 

Vacinas da Pfizer e Astrazeneca terão intervalos abreviados

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou ontem que o Brasil vai abreviar o intervalo da segunda dose das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca. Atualmente, o prazo é de 12 semanas e passará para oito. O chefe da pasta, no entanto, não detalhou o planejamento nem deu previsão de quando a mudança efetivamente vai ocorrer, mas garantiu que os gestores da saúde serão comunicados em breve.  Além da antecipação, Queiroga também disse que vai autorizar o intercâmbio entre os imunizantes, ou seja, que as pessoas possam ter o esquema vacinal completo com fármaco diferente do recebido na primeira dose. 

 “Vamos trazer para o intervalo de oito semanas (a segunda dose da vacina). Temos uma quantidade boa de Pfizer e Astrazeneca, mas, se tivermos algum problema com a Astrazeneca, pode ser 12 semanas. Só se tiver um problema, a partir da 12ª semana pode ser usada uma vacina heteróloga, no caso da Pfizer”, afirmou Queiroga.

 Algumas cidades, como a Capital, por exemplo, já adotaram a antecipação informal da segunda dose. Quem foi imunizado com a vacina da Pfizer ou da Astrazeneca há pelo menos 30 dias pode procurar os postos de saúde e se inscrever na ‘xepa’, espécie de lista de espera para aproveitar doses remanescentes do dia. Os governos do Distrito Federal e de Aracaju também estão adiantando o processo.

 A coordenadora do PEI (Programa Estadual de Imunização), Regiane de Paula, disse que ainda não tem um prazo para que a antecipação da segunda dose entre em vigor em São Paulo. “Nós temos nas reuniões do PEI conversado sobre isso. Mas lembrando que para fazermos a antecipação da vacina da Pfizer e da Astrazeneca, nós precisamos de mais doses de vacina. Então estamos trabalhando, estamos vendo realmente quem é essa população a ser antecipada e, tendo essa possibilidade no calendário, o faremos”, disse em coletiva de imprensa.

 O coordenador executivo do comitê científico de São Paulo, João Gabbardo, disse que a redução do intervalo entre as doses é fundamental para frear a variante delta. “O enfrentamento dessa variante ser dá de uma forma mais positiva quando as pessoas já estão com o sistema de vacinação completo, com duas doses”, reforçou o especialista.



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