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Região tem nova alta no
número de óbitos por Covid

André Henriques/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidades registram 16 mortes a mais de uma semana para outra; variante delta acende alerta


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

24/08/2021 | 00:01


Depois de queda acentuada no número de casos e mortes por Covid, o Grande ABC voltou a registrar alta de óbitos nas duas últimas semanas. De 1º a 7 de setembro foram 77 mortes, número que saltou para 84 entre 8 e 14 de agosto e para 100 na semana que terminou no sábado. Para especialistas, fatores como a variante delta, que oficialmente ainda não foi detectada na região, e a liberação das medidas de isolamento físico, além do tempo de imunização interferem nos indicadores.

Infectologista da BP-SP (Beneficência Portuguesa de São Paulo), Ingrid Napoleão Cotta explicou que a variante delta é uma preocupação dos infectologistas, sobretudo pela alta transmissibilidade. Segundo a especialista, a cepa é duas vezes mais transmissível, além de que, apenas uma pessoas infectada pela delta expele 1.000 vezes mais o vírus do que uma outra que esteja contaminada com a Covid causada por outra linhagem de coronavírus. “Daí a preocupação em termos muita cautela. Entendemos a necessidade econômica e social da população, porém, essa reabertura das atividades não essenciais deveria ser um pouco mais lenta “, frisou a médica.

O infectologista e fundador do IBSP (Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente), José Ribamar Branco, concorda com a opinião da colega. “Esse aumento de mortes pode ter vários fatores associados. Temos uma variante nova circulando no País, a qual a gente desconhece muito o comportamento dela”, frisou o médico. “Somado a isso, tivemos uma liberação das medidas restritivas e o isolamento físico foi abandonado. Além disso, o governo acabou de liberar tudo”, criticou o especialista.

Os dois médicos destacam a importância de manter o uso de máscara, o distanciamento físico e, mesmo que a pessoa tenha o esquema vacinal completo, que permaneça evitando aglomerações. “Pacientes idosos voltaram a ficar doentes, mesmo vacinados, sobretudo os que foram imunizados logo no começo. A imunidade, provavelmente, se mantém entre seis e oito meses, conforme estamos observando em outros países. Nas últimas semanas a mortalidade do idoso era em torno de 25% e hoje já está a 44%. Isso mostra que estamos contando só com a sorte para controlar essa pandemia”, criticou Branco, pontuando que falta estratégia nacional.

Em contrapartida, os casos têm caído, passando de 2.850 entre 8 e 14 de agosto para 2.195 na última semana. “O número de casos está menor, mas ainda é elevado. E o número de óbitos teve elevação nas últimas semanas, mas existe a tendência de queda, considerando os dados de casos nas semanas anteriores”, explicou Ingrid, já que normalmente o reflexo da queda de casos é sentida no número de mortes depois de 14 dias.



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