Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 26 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

CPI da OAS volta a pedir coercitiva para Marinho após nova ausência

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Juíza Daniela de Carvalho Duarte, da 5ª Vara Criminal, acolheu solicitação para ouvir ex-prefeito, mas político não foi encontrado nos endereços citados; nova oitiva fica para quarta


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/08/2021 | 16:00


Atualizada às 17h36

A CPI da OAS aprovou novo pedido de condução coercitiva contra o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) após o petista não ter sido localizado por policiais para prestar seu depoimento nesta segunda-feira (23). Por volta das 14h, a juíza Daniela de Carvalho Duarte, da 5ª Vara Criminal de São Bernardo, anunciou que havia acolhido pleito da comissão para ouvir Marinho às 15h30, mas o político não estava nos três endereços citados.

Diante do cenário, o relator da CPI da OAS, Julinho Fuzari (DEM), reapresentou requerimento para ingressar com novo pleito junto à Justiça para a realização da oitiva de Marinho. Desta vez, sugeriu quarta-feira, às 15h30, na sede do Legislativo, no Centro. A expectativa da comissão é a de que o solicitação seja aprovada, pois a juíza demonstrou tese de ser favorável à condução coercitiva do petista.

Na sexta-feira, Marinho não compareceu à CPI sob alegação de que seus advogados buscavam inteiro teor de todos os passos tomados pelo bloco até agora. A comissão foi reinstalada neste ano – em 2020, a CPI chegou a ser aberta, mas não obteve avanços significativos – com objetivo de apurar se houve corrupção na relação entre a OAS e a Prefeitura de São Bernardo.

Diante da ausência do petista, a CPI aprovou pedido de Fuzari para que houvesse solicitação judicial de condução coercitiva contra Marinho. O argumento foi o de que o político havia faltado a duas sessões, uma vez que originalmente sua oitiva havia sido marcada para o dia 13 e foi adiada a pedido do ex-prefeito.

Após aprovação por parte de Daniela de Carvalho Duarte, policiais foram ao Sindicato dos Metalúrgicos, à sede do PT em São Bernardo e à residência de Marinho, no Riacho Grande. O petista não estava em nenhum dos endereços. A sessão da CPI chegou a ser oficialmente aberta às 15h30, ficou suspensa por volta de uma hora e meia e foi encerrada diante do resultado negativo da procura pelo ex-prefeito nos endereços citados.

“Não era segredo que ele poderia ter coercitiva hoje, a imprensa noticiou. Ele fugiu de novo”, disparou Fuzari.

“Ele (Marinho) estava sabendo (da possibilidade de ser intimado a depor). Não tem essa. Ele quer de certa forma postergar. É uma manobra para não aparecer. Ele vai jogar com isso esperando o fim da CPI”, emendou o presidente do bloco, Mauricio Cardozo (PSDB) – os trabalhos precisam chegar a um desfecho até a próxima semana. “Fica feio para ele. Até porque outros vieram e depuseram normalmente, como o Tarcisio (Secoli, PT, ex-secretário de Serviços Urbanos), o Ney Vaz (Sebastião Ney Vaz Júnior, também ex-secretário da área) e o Léo Pinheiro (ex-presidente da OAS). Por que não vem e esclarece? Se ele tem a consciência tranquila, vem e esclareça”, adicionou o tucano.

REQUERIMENTO
A CPI recebeu resposta do governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) sobre requerimento que questionava se a Prefeitura de São Bernardo havia recebido algum valor do acordo de leniência firmado pela OAS com o MPF (Ministério Público Federal). “O Executivo nos retornou dizendo que nenhum centavo voltou. Até por isso o trabalho da CPI se faz mais necessário, para que, se comprovada irregularidade, o dinheiro volte aos cofres públicos”, comentou Fuzari.

Ao Diário, Marinho argumentou que não foi notificado de nenhuma audiência "nem tampouco da decisão judicial" sobre sua condução coercitiva.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;