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MP manda gestão Tite esclarecer sobre emprego a irmão do prefeito

Nario Barbosa/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Promotoria aciona Paço de São Caetano e Saesa para explicarem possível nepotismo


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/08/2021 | 00:01


O Ministério Público de São Caetano já deu o primeiro passo para investigar possível prática de nepotismo no governo do prefeito interino Tite Campanella (Cidadania). A promotoria pediu para a Prefeitura explicar por que o irmão mais velho do prefeito, o ex-vereador Adauto Campanella (PSDB), continua nomeado no Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental).

O caso foi revelado pelo Diário no dia 5. Após a reportagem, o MP abriu procedimento para apurar se há irregularidades na contratação, pois Adauto já ocupava o cargo comissionado antes de Tite, que é vereador eleito, assumir interinamente o Palácio da Cerâmica em decorrência do impasse envolvendo a validade dos votos do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) – aguarda recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para especialistas ouvidos pelo Diário, a prática pode sim ser caracterizada como nepotismo, mas para o irmão de Tite não há ilegalidades porque, segundo ele, o Saesa é uma autarquia autônoma. “Não vejo nepotismo nesse quadro porque não há nenhum nível de subordinação entre eu e o prefeito. A lei do nepotismo estabelece isso como requisito. Eu estou trabalhando em uma autarquia pública que tem gestão administrativa independente e autônoma. Aqui o prefeito não nomeia ninguém. Eu fui nomeado pelo superintendente (do Saesa, Rodrigo Toscano)”, argumentou Adauto, ao Diário. O ex-parlamentar ainda condicionou a legalidade de sua nomeação ao fato de o irmão de Aurichhio, o ainda assessor Marcelo Auricchio, também exercer função comissionada no Palácio da Cerâmica.

Adauto Campanella está lotado no Saesa como assessor da superintendência 2 e ganha R$ 11.845,74 brutos por mês.

O entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), porém, é o de que a proibição de nomeação de familiares de agentes políticos atinge não só a administração direta, ou seja, a Prefeitura, como a indireta, que envolve autarquias como o Saesa. O pedido de explicações do MP antecede possível abertura de inquérito, caso a promotoria entenda que há ilegalidades. O caso está na mesa do promotor José Roberto Fumach Junior, que já tem em mãos as alegações do governo Tite, segundo apurou o Diário.

EX-MULHER
Adauto não é o único parente ou figura próxima de Tite nomeado no governo. O Diário mostrou na segunda-feira que a ex-mulher do prefeito Marie Claire Markesz, mãe da filha mais velha de Tite (Anne Beatrice Markesz Campanella), também trabalha na administração. Ela ocupa o posto de assistente social na área da saúde, cargo terceirizado vinculado à FUABC (Fundação do ABC), cujo salário é de R$ 6.509,61 brutos por mês. O governo Tite se calou sobre os dois fatos. 



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