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Volpi critica ingerência de Morando e ataca Alex: ‘Nunca cumpre’

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Ribeirão e aliado de Auricchio questiona movimento do governo de S.Bernardo sobre a política de S.Caetano: É algo abominável’


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/08/2021 | 03:11


O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), criticou a interferência do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), na política de São Caetano e, de quebra, disparou contra o deputado federal Alex Manente (Cidadania), também protagonista da instabilidade são-caetanense.

No mês passado, o Diário mostrou que Morando deflagrou plano que visava alocar o ex-prefeiturável Fabio Palacio (PSD), seu aliado, como vice do atual prefeito de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), em tática que alijaria o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) do debate sobre o futuro da cidade.

São Caetano vive expectativa de convocação de nova eleição diante da anulação dos votos de Auricchio no ano passado – se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não acolher recursos do tucano, novo pleito é convocado; se aceitar, Auricchio retorna à cadeira. O planejamento gerou afastamento entre Auricchio e Tite, que está na cadeira no Palácio da Cerâmica por indicação do tucano.

Aliado de Auricchio de décadas, Volpi condenou toda ingerência política capitaneada por Morando. “É uma vontade maluca dele em ter superpoderes na região”, disparou Volpi, em visita ao Diário. “Se deixar, ele se infiltra em sua vida, em sua cidade. A história mostrou isso. Tinham aquelas guerras por poder. Isso tudo é negócio extremamente constrangedor e abominável.”

Na visão do chefe do Executivo de Ribeirão Pires, Morando se coloca em posição de “primaz”, título da Igreja Católica que designa arcebispos com posição de superioridade aos demais.

“Vejo com tristeza. Não sei quais as pretensões que ele tem. Enquanto tenta criar esses frutos de grande articulador político, ele cria ranços. Não sei o tamanho desses ranços. Vamos ver, por meio dos votos ou das ações para frente. Eu não gosto e abomino isso. Luto contra essas coisas”, citou. “Ele tem vontade de ser o primaz da política. Mas não vai conseguir. Não conseguirá nada em Diadema, em Mauá, em Ribeirão. Também não conseguirá em Santo André e, a depender dos próximos passos, nem São Caetano.”

Ao tratar de Alex, Volpi foi taxativo. “Eu não gosto dele. Tudo que combinou nunca cumpriu”, atacou. “Mas tem uma qualidade. Ele sempre encontra um trouxa no caminho. Sempre encontra um trouxa que vai atrás e o ajuda a se eleger. Em Ribeirão, se eu puder, quero ter um federal que tenha mais votos que ele. Não sei se vou conseguir, mas gostaria.”

O prefeito avisou que não apostará em nome da cidade a deputado federal, mas que pretende dar suporte a um parlamentar que tenha alta probabilidade de êxito. “Não posso ser aventureiro. Não fui quando jovem, não serei agora mais experiente”, disse, descartando lançar seu filho, o presidente da Câmara, Guto Volpi (PL), à Câmara Federal. “Eu já avisei a ele isso. Ribeirão é uma cidade que depende de transferências e eu não posso ser irresponsável economicamente por capricho político.”

Volpi, entretanto, avisou que seu grupo auxiliará o deputado estadual Thiago Auricchio (PL), filho de Auricchio, a se reeleger. “Ele será o nosso candidato. Tenho esse compromisso e vou cumprir.” 



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