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Ações da CVC têm queda após anúncio de prejuízo

Denis Maciel/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa registra retração de 8,56% no valor dos papéis, resultado da perda reportada de R$ 175,6 mi no balanço


Yara Ferraz

17/08/2021 | 07:07


A CVC Corp, empresa de capital aberto especializada em turismo sediada em Santo André, registrou a principal queda do Ibovespa ontem, entre todas as companhias listadas. As ações tiveram queda de 8,56% e encerraram o pregão valendo R$ 17,20 cada uma. A queda é resquício, principalmente, do balanço do segundo trimestre – divulgado sexta-feira – que reportou prejuízo de R$ 175,6 milhões, impactado pela segunda onda da pandemia da Covid-19.

A perda foi menor do que a do mesmo período do ano passado, quando a empresa sentiu os primeiros impactos da pandemia e reportou prejuízo de R$ 252,1 milhões. Em períodos anteriores aos primeiros casos de Covid-19, a companhia também estava no negativo e chegou a apresentar perdas de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2020. Na época, um erro contábil impactou fortemente no capital da CVC, que já sofria com a disparada do dólar e a perda de fatia do mercado.

No segundo trimestre deste ano, a CVC também conseguiu recuperar parte da receita líquida em relação a 2020, com R$ 115,6 milhões – o registro foi de R$ 3 mihões no ano passado –, mas teve queda de 30,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2021, quando havia alcançado R$ 165,9 milhões.

No período, o Ebitda (resultado medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da companhia ficou em R$ 123,8 milhões. No primeiro trimestre de 2020, o índice ficou em R$ 197,5 milhões.

“Ainda que tenhamos sinais positivos, avaliamos que o setor ainda está longe de recuperar-se integralmente das perdas causadas pela pandemia”, informou a empresa, em comunicado ao mercado. “É consenso entre as entidades setoriais, como o Conselho de Turismo da Fecomercio-SP e a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) que as empresas do setor do turismo precisam de resiliência e de colaboração para enfrentar o momento atual e o que ainda virá até que se consiga recuperar o volume e o faturamento pré-crise”, completou.

Mesmo assim, a empresa informou que entende estar bem posicionada e pronta para capturar oportunidades, “fortalecida em sua saúde financeira e patrimonial, com grandes investimentos em tecnologia e em outras frentes estratégicas estabelecidas, usufruindo da força de suas marcas no Brasil e Argentina e liderança no setor de turismo do cone Sul”, informou, completando que permanece otimista com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022.

“A leitura que o mercado faz é que o setor de viagens e turismos segue enfraquecido e que ainda pode levar bastante tempo para uma recuperação. A disseminação da variante delta também começa a provocar uma situação de incerteza”, disse o economista da Messem Investimentos Gustavo Bertotti. “Os resultados da empresa foram ruins e ainda assim mostram fraquezas e preocupação com a geração de receita futura.”

Para se ter noção do impacto da insegurança da variante delta, o valor de mercado da companhia era estimado em R$ 4,39 bilhões em 1º de janeiro e passou para R$ 3,46 bilhões ontem.

O Diário questionou a empresa sobre os resultados, mas não obteve resposta.

Companhia promove mudanças na diretoria

A CVC Corp anunciou ontem a troca de diretores do alto escalão, além da compra de mais uma empresa. A companhia adquiriu a compra dos 31% restantes da Camden Enterprise LLC., acionista controladora direta da VHC Hospitality, especializada no mercado de aluguel de curto prazo e administração de propriedades para temporada, totalizando agora 100% da empresa.

Marcelo Kopel é o novo diretor executivo de finanças e de relações com investidores e assume em 1º de setembro no lugar de Maurício Telles Montilha, que deve ficar na presidência da VHC.

Kopel desempenhou o papel de diretor financeiro e conselheiro de diversas instituições financeiras, como Redecard, Citibank, Credicard, Bank of America e Banco ING. Mais recentemente, na passagem de cinco anos pelo Itaú Unibanco, ocupou posições de liderança nas áreas de cartões, financiamento e relações com investidores. No início deste ano, o executivo deixou a diretoria financeira do Nubank.

Fabio Cardoso, fundador e atual presidente da VHC, passará a ser o executivo chefe de operações da VHC. Marcelo e Maurício se reportam diretamente ao presidente da companhia, Leonel Andrade, que está à frente do cargo desde 2020.

Dona da Casas Bahia também figura entre os principais recuos

No dia da estréia do novo ticker (nome listado na bolsa), a Via, companhia responsável pela Casas Bahia, Ponto Frio e o e-commerce do Extra, teve queda de 6,11%. Na última semana, a empresa anunciou a mudança de sigla na listagem do Ibovespa de VVAR3, relacionada com o nome antigo de Via Varejo, para VIIA3.

As ações da varejista, anteriormente sediada em São Caetano e que recentemente mudou para Pinheiros, em São Paulo, vêm em sequência de quedas. No período de um mês, a desvalorização dos papéis chega a 19,57%.

A maioria das empresas sofreu interferência de fatores externos, como os resultados da economia chinesa e a situação política no Afeganistão. Demais empresas, como Embraer (-6,45%) e Lojas Americanas (-5,7%), também ficaram no negativo.

Ontem, o índice de referência da bolsa brasileira fechou em baixa de 1,66%, a 119.180,03 pontos. O giro financeiro foi de R$ 38,6 bilhões e, no mês, o Ibovespa cede 2,15%, limitando os ganhos do ano a apenas 0,14%.

Foi o primeiro fechamento abaixo dos 120 mil pontos para o Ibovespa desde 12 de maio, então aos 119.710,03 pontos, e o pior nível de encerramento desde 4 de maio (117.712 pontos).

A cautela com a cena fiscal doméstica e o fortalecimento global da moeda norte-americana falaram mais alto nos negócios no mercado de câmbio na tarde de ontem, levando o dólar a encerrar o dia em alta firme, na casa de R$ 5,28. 



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